História, arte e amores eternos. Regressam as visitas ao Cemitério da Lapa

O Cemitério da Lapa é o mais antigo cemitério romântico em Portugal. (Fotografia de André Rolo/GI)
O Cemitério da Lapa está a ser palco de mais um ciclo de visitas orientadas por especialistas. “Brasileiros de torna-viagem e outras personalidades do Porto oitocentista” é o tema da próxima, que se realiza na noite de 7 de junho, uma sexta-feira, com José António Silva a iluminar o caminho.

O sétimo Ciclo de Visitas ao Cemitério da Lapa arrancou no passado domingo, tendo como guia Francisco Queiroz, historiador de arte, investigador e especialista em turismo cemiterial. “História (e histórias) do Cemitério” foi a temática escolhida para essa primeira de várias visitas guiadas ao mais antigo cemitério romântico português, propriedade da Irmandade da Lapa.

Até 5 de setembro, há muito para conhecer no Cemitério da Lapa, edificado em 1833 e considerado um museu ao ar livre, tal a sua riqueza em arte, arquitetura e história. Além de fazer parte da Rota Europeia dos Cemitérios, é reconhecido como Cemitério Monumental, desde 2022, pela ASCE – Association of Significant Cemeteries of Europe. Pretextos não faltam para uma ou mais visitas, como atesta esta iniciativa da Irmandade da Lapa, que se repete ano após ano.

As visitas guiadas permitem descobrir um sem fim de curiosidades e significados nos arruamentos do cemitério, com os seus jazigos e capelas monumentais, mandados construir pela burguesia portuense, e obras de arte do período romântico, da escultura às artes da cerâmica e do ferro. Ali surgem também ecos de amores e desamores. Veja-se, por exemplo, o jazigo onde está sepultado o escritor Camilo Castelo Branco.

Os jazigos e capelas monumentais são uma marca distintiva.
(Fotografia de André Rolo/GI)

A próxima visita é no dia 7 de junho, às 21 horas, subordinada ao tema “Brasileiros de torna-viagem e outras personalidades do Porto oitocentista no Cemitério da Lapa”. Segue-se, no dia 13 de julho, às 11 horas, “Um Cemitério no Monte de Germalde”, com o historiador Joel Cleto; e, no dia 26 de julho, às 18 horas, “Camilo e os Escritores Portuenses”, pela mão de José Manuel de Oliveira. O ciclo termina de novo com Francisco Queiroz no leme, a falar das “Histórias de Amor Presentes (e ausentes) nos Túmulos”, no dia 5 de setembro, pelas 18 horas.

A ampulheta alada representa a suspensão do tempo, o infinito.
(Fotografia de André Rolo/GI)

O espaço, privado, faz parte da Rota Europeia de Cemitérios.
(Fotografia de André Rolo/GI)

A participação exige inscrição prévia, aqui, e custa pelo menos 5 euros, valor do bilhete individual, que sobe para 7,5 euros se for acompanhado pelo livro “O Cemitério da Lapa”, de Francisco Queiroz. Já bilhete duplo custa 7,5 euros, ou 10 euros, com o livro. Por 20 euros, tem-se acesso ao passe geral, com oferta do livro. O pagamento pode ser feito no momento ou a priori, por MBway ou transcultura@irmandadedalapa.pt).

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