Podiam ser irmãos, mas não são. Nasceram em maio, com poucos dias de diferença entre si e regressam ao Habitat Antártico do Oceanário de Lisboa, depois de terem permanecido oito semanas em cuidados parentais e longe dos olhares dos visitantes. Os pinguins-de-magalhães Whiplash, Kinder e Juju são os três novos residentes do aquário gigante da capital e já podem ser conhecidos nas visitas ao Oceanário. O primeiro foi batizado pela equipa de biólogos da casa e os nomes dos restantes dois foram atribuídos pelo público, em votação nas redes sociais.
Trata-se de uma espécie de pinguim com o estatuto de conservação “quase ameaçado”, de acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza, e foi avistada pela primeira vez por Fernão de Magalhães há 500 anos. Tem uma esperança média de vida de 25 anos, podendo chegar a atingir 70 centímetros de altura e um peso de quatro a seis quilos. Além disso, distingue-se de outras espécies semelhantes pelo “colar” negro que possuem no peito. Ao todo, a colónia de pinguins-de-magalhães do Oceanário já soma 31 elementos.

Existem 31 pinguins-de-magalhães no Oceanário.
“Poder acolher mais três crias na nossa colónia de pinguins é muito gratificante e este sucesso na reprodução e integração é um bom indicador da dedicação, conhecimento e rigor das equipas, bem como das excelentes condições que o habitat do Antártico proporciona a esta espécie”, afirma Hugo Batista, assistente de curador do Oceanário de Lisboa. “Estes animais são embaixadoras da sua espécie perante os visitantes e simultaneamente permitem partilhar aprendizagens científicas entre instituições que todos os dias trabalham pela conservação das espécies e dos habitats”, acrescenta o mesmo responsável.
