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Good Things Will Happen Soon: uma loja portuense com arte, roupa e café

Nesta nova loja, na Rua do Rosário, não entram produções em massa. (Fotografia: Igor Martins / Global Imagens)

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É quase como se fosse a loja de um museu”, diz Joana Ramos-Pinto, resumindo o conceito da Good Things Will Happen Soon Store & Café, onde os apontamentos de cor nas paredes de cimento são dados por objetos inspiradores e originais, cuidadosamente selecionados, “que nos fazem sentir bem” e que são “amigos do ambiente”.

Após mais de vinte anos a viver além-fronteiras, e de ter lançado uma marca de postais que se pode encontrar, entre outros lugares, no Museu de Serralves e no Museu Picasso, em Barcelona (e na sua loja), a designer gráfica regressou ao Porto, em 2016, e sentiu haver espaço para algo diferente na cidade. À vontade que já tinha de ter um espaço, motivada sobretudo pelas lojas de antiguidades dos pais, juntou a inspiração que colheu numa feira de decoração em Paris, algumas das suas paixões, e faz nascer a Good Things, em dezembro do ano passado, na Rua do Rosário, com a ajuda de Miguel Sequeira Braga, seu sócio.

No espaço que acolheu a livraria Gato Vadio – e, antes disso, uma peixaria, da qual Joana preservou alguns azulejos, bem como o piso elevado onde instalou um balcão baseado naquele que viu num bar em Berlim -, descobre-se agora uma seleção de marcas “com sentido de humor, produzidas com matérias orgânicas e com produções pequenas”. São exemplo as cerâmicas da Casa Cubista e do Laboratório d’Estórias, o vestuário para homem da La Paz, as kanthas indianas (mantas), as serigrafias, os produtos de higiene com expressões provocatórias da The Gift Label e as peças em mármore da Stoned.

A roupa, de várias cores, integra a oferta.
(Fotografia: Igor Martins/GI)

Um arco-íris do lado direito da loja, à entrada, é dado pelas peças em linho lavado que criou. Produzidos em Portugal, há bonitos aventais japoneses com alças que cruzam nas costas, retirando assim pressão do pescoço, panos de cozinha e tote bags em dois tamanhos. Se a oferta de cores é vasta, a produção faz-se por não ser. Joana evita a produção em massa, e faz saber que há apenas 25 unidades de cada peça.

Em jeito de convite a parar a meio das compras, surge o café, ao fundo do espaço. Dentro ou no pátio que se esconde nas traseiras provam-se cookies e bolos caseiros, a tábua de salmão fumado em Portugal, vinhos biológicos, cervejas artesanais, chás e café. E a promessa cumpre-se: coisas boas acontecem ali.

O pátio das traseiras.
(Fotografia: Igor Martins/GI)

Almoços

Funcionaram em modo pop-up, durante a primavera e o verão, e Joana espera conseguir retomá-los em breve. Serão vegetarianos e biológicos, e confecionados por uma cozinheira belga.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.