
É um trajeto com rio, árvores, campos, passadiços, hortas e animais, para fazer a pé e de bicicleta. O percurso que vai do Parque Oriental da Cidade do Porto ao Parque Urbano de Rio Tinto, acompanhando o curso de água homónimo, é feito de paisagens diversas, com áreas de descanso aqui e ali.

Os passadiços têm cerca de um ano.
Fotografia: André Rolo/GI

A confeitaria Biscuit tem esplanada voltada para o Parque Urbano de Rio Tinto.
Fotografia: André Rolo/GI
Os parques infantis e outros equipamentos de uso público estão temporariamente vedados, face à covid-19, mas continua a valer a pena parar no Parque Urbano de Rio Tinto, que tem uma esplanada apetecível. É a da confeitaria BISCUIT, do padeiro/pasteleiro Nuno Rebelo e da mulher, Sónia. Há vários tipos de pão e bolos de fabrico próprio, mas os húngaros vão especialmente bem com um café, antes de retomar o passeio – que pode voltar a ser interrompido mais adiante, na CERVEJARIA EUROPA.

Na Cervejaria Europa há oito variedades de francesinha.
Fotografia: André Rolo/GI
Aquele estabelecimento, nascido em 1986, ano em que Portugal aderiu à então Comunidade Económica Europeia, é conhecido pelas francesinhas. Há oito diferentes, incluindo uma dupla. O molho picante que se vai tornando suave na boca (também existe uma versão menos picante) e o pão torrado mais baixo que o habitual tornam esta sanduíche leve, se tal se pode dizer. É ela a grande eleita dos clientes, numa lista que inclui ainda cervejas artesanais de diversos países, rissóis de leitão, caracóis, pernas de rã e outros petiscos.
Quem tiver um fraco por leitão assado em forno de lenha pode sempre continuar até a’ O CABEÇAS – ARMAZÉM DAS SANDES, cujo forte são as sandes de leitão ou de porco no espeto. Saul Sousa, apelidado de Cabeças, abriu há cerca de um ano esta casa ampla, com esplanada e música popular em fundo, a lembrar as feiras. Ele, que começou a assar leitões aos 13 anos, montou uma rulote e foi vendo o negócio crescer, gosta mesmo é da rua. Os coletes refletores expostos são mais uma prova disso: pertenceram a peregrinos de Fátima, a quem o Cabeças faz questão de oferecer os seus pitéus, a cada 9 de maio, em Coimbra.

Patrícia e Saul Sousa, responsáveis pel’ O Cabeças – Armazém das Sandes.
Fotografia: André Rolo/GI

O leitão assado é a estrela da casa.
Fotografia: André Rolo/GI
Azulejos da estação
A Estação Ferroviária de Rio Tinto exibe painéis de azulejos de 1936, oriundos da Fábrica Viúva Lamego, que retratam a vida quotidiana da região e a lenda alusiva ao nome Rio Tinto. Diz ela que o rio ficou tinto (tingido) de sangue, após uma batalha opondo cristãos e muçulmanos.

Fotografia: André Rolo/GI
