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Fornos da Cruz de Pedra: novo museu de Guimarães celebra a olaria local

Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra (Fotografia de Artur Machado)

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A roda de oleiro voltou a rodar na Cruz de Pedra, em Guimarães – no século XVIII seriam pelo menos 30 as oficinas a trabalhar naquela zona -, com a reabilitação de uma antiga olaria, transformada em espaço museológico e ateliê, onde se dá continuidade à feitura da Cantarinha dos Namorados. Segundo a memória popular, este cântaro de bordo rendilhado e decorado com motivos florais gravados com pó de mica, era oferecido pelos rapazes às suas namoradas. O novo Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra quer assim preservar as memórias e a tradição da olaria vimaranense através de um circuito que dá a conhecer todo o processo do trabalho de uma oficina tradicional. “Atirar o barro à parede era a primeira coisa que se fazia, se caísse era porque já estava bom”, explica Catarina Pereira, diretora do espaço e uma das duas artesãs residentes, enquanto nos guia pelo piso térreo da casa. Catarina aprendeu a feitura da Cantarinha dos Namorados com o mestre Joaquim Oliveira, o último oleiro a trabalhar ali, e cujos testemunhos também integram a exposição.

Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra (Fotografia de Artur Machado)

Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra (Fotografia de Artur Machado)

 

Na fase final, do armazenamento, Catarina explica como as louças que saíam dos fornos – ainda firmes estandartes à entrada da casa -, eram atiradas para o primeiro piso através de uma porta aberta para o exterior. Naquele espaço, a olaria serve ainda de ponte a um pequeno núcleo dedicado a outros ofícios de Guimarães, ligados tanto às artes tradicionais quanto à indústria, como os curtumes, a cutelaria e o têxtil. Marcas de uma cidade do saber fazer.

Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra (Fotografia de Artur Machado)

 

# Transporte
À entrada da oficina, está uma réplica de um canastro de verga tradicional, utilizado no transporte da loiça de barro desde a olaria na Cruz de Pedra até às feiras e mercados. O peso da loiça era suportado sobre os ombros de um homem, cuja cabeça ficava dentro da estrutura do canastro, característica que só se conhece em Guimarães.

Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra (Fotografia de Artur Machado)

 

# Interatividade
A exposição é interativa, principalmente no piso superior, onde os visitantes são desafiados a abrir portas e gavetas, para tocar em artefactos e ver imagens, rodar painéis pivotantes para descobrir ofícios e uma roda de engenho que é uma cronologia das principais datas históricas. Monitores táteis e códigos QR permitem o acesso a mais conteúdos.

Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra (Fotografia de Artur Machado)

 

# Atelier
Anexo à casa-oficina, existe também um ateliê, onde se pode assistir a todo o processo de produção da Cantarinha dos Namorados de Guimarães, e participar em workshops de olaria. O espaço integra também uma pequena loja onde se pode adquirir algumas peças do artesanato local.

Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra (Fotografia de Artur Machado)

Centro de Artes e Ofícios dos Fornos da Cruz de Pedra (Fotografia de Artur Machado)

 

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