Entre as 19 atividades programadas constam circo contemporâneo, dança vertical, música, exposições, poesia, instalações, oferta de livros, um debate sobre de que forma o espaço público pode ser um palco para as artes e a criação de dois jardins verticais. Segundo o diretor artístico do Portas do Sol, Sérgio Novo, a companhia organizadora, a Associação de Teatro e Outras Artes (ASTA) trabalha no evento “com o coração da cidade”.
“Criámos o festival porque acreditamos na zona histórica da Covilhã, achamos que é importante requalificar, respeitar, valorizar, promover e, acima de tudo, trabalhar-se com a que a nossa cidade tem de mais importante, que é o seu coração, a zona histórica, e trabalhar com o coração da cidade”, frisou Sérgio Novo, durante a apresentação da iniciativa.
Segundo o diretor artístico, além de uma praça da alimentação, com a colaboração de três restaurantes nas proximidades (Taberna A Laranjinha, Tasca 77 e Paço 100 Pressa), que vão conceber uma oferta gastronómica adequada ao festival, com base em produtos locais, a outra novidade são os dois jardins verticais a criar, um na zona do Relógio do Sol, outro num pátio a meio da Rua Portas do Sol. O diretor do festival, Rui Pires, realçou que o objetivo dos jardins verticais “é comprovar que é possível criar espaços verdes e de lazer para todos”, numa zona da cidade onde faltam jardins.
Rui Pires salientou tratar-se de um festival em que os 12 espetáculos e as 19 atividades programadas são “de acesso livre e abertas a toda a gente”, na via pública. O Miradouro Portas do Sol, o Jardim Municipal, a Praça do Município, o largo atrás da Câmara Municipal, a parede lateral da Igreja de Santa Maria e a Rua Portas do Sol são os locais que acolhem os espetáculos.
O Festival Portas do Sol já vai na sua quarta edição.
Um dos momentos mais participados nas anteriores edições foi a dança vertical, este ano de dança contemporânea, pela companhia basca Enseueño, no dia 30, às 22:30, na Igreja de Santa Maria. Para assinalar o centenário de Natália Correia, o projeto Substantivo Feminino apresenta “Rimas perdidas”, uma mistura de música e poesia, no Miradouro das Portas do Sol, dia 30, às 19:00. No mesmo dia, os espanhóis Volatineros atuam na Praça do Município às 21:00, com um espetáculo de funambulismo, equilibrismo sobre um arame. Nas propostas musicais destacam-se os Disco Voador, dia 29, os Mosquito Virtual, dia 30, e os Remexido, em 01 de julho.
O Portas do Sol tem um orçamento de 75 mil euros, inscrito no programa de atividades da companhia, financiada pela Direção-geral das Artes. O diretor do festival, Rui Pires, apelou à Câmara Municipal da Covilhã para que dê um apoio específico ao evento, para que possa explorar “o seu potencial para crescer”. “A ASTA precisa que a Câmara se envolva ainda mais, para tornar o festival não só mais visível, como tornar a Covilhã mais visível e colocá-la no mapa das artes de rua”, acentuou Rui Pires.
O chefe de gabinete do presidente do município, Hélio Fazendeiro, elogiou a “marca diferente e diferenciadora do verão da Covilhã” que é o Portas do Sol e manifestou a disponibilidade da autarquia para dar esse apoio. “Estou muito convencido que este caminho de sucesso e de crescendo se vai manter nos próximos anos, assumindo o município, naturalmente, aquilo que é a sua responsabilidade de acompanhar, promover e incentivar este desenvolvimento”, respondeu Hélio Fazendeiro.
O programa completo do Festival Portas do Sol pode ser consultado na página do evento.