Este ateliê de Lisboa aposta em mobiliário personalizado e artesãos nacionais

(Fotografia de Pedro Rocha)
Depois de três décadas dedicadas ao design de interiores, o ribatejano Miguel Raposo lança a sua própria linha de mobiliário, que privilegia peças únicas, materiais portugueses e artesãos de confiança. Para ver e comprar no seu ateliê em Lisboa.

O gosto pelo design e pela arquitetura começou quase de forma inocente e em linguagens mais simplificadas, desde criança, quando dedicava horas às construções, aos jogos e aos legos, a criar formas e volumes. Miguel Raposo é ribatejano, natural de Coruche e já soma mais de 30 anos ligados ao design de interiores e projetos de reabilitação e arquitetura, um percurso longo que culmina agora com o lançamento da sua própria linha de mobiliário, iluminação e acessórios, que ganha casa em Lisboa no ateliê, que se desdobra em loja e showroom, entre Alcântara e Belém.

“Foi o amadurecimento e o timing certo, quando achamos que estamos capazes e na altura certa para o fazer. Deu-se um clique”, explica o criador, que expõe as suas peças num edifício do século XIX reabilitado, ao longo de três pisos e de várias salas que recriam as divisões de uma casa. Mesas, cadeiras, sofás, estantes, bancos, aparadores, secretárias, espelhos, loiceiros, cómodas e carrinhos de chá são exemplos de artigos que fazem parte desta Miguel Raposo Interiors Collection, dispostas em harmonia com peças de arte contemporânea e artigos recuperados.

O ateliê apresenta uma linha de artigos de mobiliário, iluminação e acessórios. (Fotografias de Pedro Rocha)

A loja e showroom fica situada na Rua da Junqueira, entre Alcântara e Belém.

“Um dos princípios desta coleção é que cada peça possa ser personalizada ao gosto e à necessidade de cada um”, conta o designer. Mas além da exclusividade, a durabilidade é “fundamental” no processo de criação. “A intemporalidade é fundamental. É assim que eu concebo as peças, não atendendo a modas e chavões que se esgotam por si só. Aposto sobretudo na nobreza dos materiais”, acrescenta Miguel, que privilegia a madeira e a pedra, e sobretudo os materiais nacionais. O mármore de Estremoz é apenas um dos vários exemplos. A coleção, de resto, ganha vida através da colaboração com um grupo de artesãos do Norte, apostando em métodos artesanais. “São artesãos de confiança que já conheço há imenso tempo. Muitos destes conheci-os ainda novos, e foram evoluindo com o tempo nas suas capacidades e know-how. A componente manual permite-nos explorar o detalhe e o pormenor”, afirma Miguel.

Algumas peças inspiram-se na estética nórdica, africana ou asiática, ou até mesmo na Art Déco, mas no que toca ao que inspira o criador, o céu é o limite. “Inspira-me tudo o que vou absorvendo ao longo da vida. Pode ser uma observação na cidade, na rua, ou até fotografias de viagens”, confessa o designer. Exemplos disso mesmo são uma mesa de apoio com estrutura em latão e tampo em madeira de nogueira, inspirada na arquitetura marroquina numa viagem sua; ou a consola com estrutura de ferro em formato de X e um tampo em mármore, influenciada por uma fotografia que o próprio tirou em Alfama, onde se destacavam o cruzamento das linhas dos elétricos.

Miguel Raposo tem um percurso longo no design de interiores e em projetos de reabilitação e arquitetura.

As peças criadas são únicas e podem ser personalizadas.

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