1 | Santo Tirso
(Fotografia de Pedro Correia Rodrigues/DR)
Sombreados por um denso bosque, no Monte de Nossa Senhora da Assunção, descobrem-se as pequenas formações graníticas que fazem de Santo Tirso uma referência nacional do bloco, tendo recebido o primeiro encontro do bloco em 2001. Por lá, contam-se sete setores – Boulder, Corvo, Torre de Pizza, Solário, Antenas, Raposa e Patuda – resultando num conjunto variado de problemas e estilos, desde níveis de dificuldade acessíveis até um duro 8C. O Descola, com começo sentado, aberto por Júlio Braga, é considerado o bloco mais difícil do país. O setor Boulder, inserido numa zona de mata bem conservada, é o mais antigo e o mais visitado, somando cerca de 80 vias. O seu fácil acesso e estacionamento, junto ao santuário, também o tornam atrativo.
2 | Pedra do Urso
(Fotografia de Pedro Correia Rodrigues/DR)
Antes de 1998 já se escalava na serra da Estrela, nas vias do Cântaro Magro ou na Placa da Francelha. Mas só a partir desse ano é que a região entrou no mapa do bloco, graças aos três “itos”, Américo “Mequito” Santos, Nuno “Nunito” Santos e Sérgio “Sérgito” Silva, cujas memórias de uma viagem a França, mais concretamente a Fontainebleau, a meca do bloco na Europa, impulsionaram a busca por algo semelhante em Portugal, lê-se num artigo de Sérgio Silva na revista “Montanha”. A procura deu frutos. Neste caso, 800 problemas, em blocos de granito de boa qualidade, salpicados num terreno sete quilómetros a noroeste da Covilhã. Há níveis de dificuldade para todos, e exceto no verão, todas as estações são boas para visitar a Pedra do Urso, que guarda ainda muito potencial.
3 | Sintra
(Fotografia de Luís Ribeiro/DR)
Fazer bloco em Sintra é estar sempre rodeado por uma aura de misticismo. Cada uma das zonas de escalada tem uma beleza particular, pelo que não raras vezes são percorridas por caminhantes e turistas. Malveira, Pedra Amarela, Peninha, Capuchos, Monte Rodel, Vale das Acácias, Altos Picos, Albarrasintra e São Pedro são algumas das principais áreas de escalada, onde estão reunidos mais de mil problemas em blocos de granito e calcário, para resolver durante praticamente todo o ano, graças ao microclima de Sintra. Apesar do grande número de linhas, a maioria é de dificuldade intermédia e alta, pelo que se sugere alguma experiência em escalada.