As aventuras dos Tripeirinhos são uma espécie de “caça ao tesouro da cultura portuguesa na cidade do Porto”, diz Pollyana Bezerra, organizadora dos encontros para crianças dos três aos nove anos que são “um convite para viver a arquitetura, história e cultura da cidade a partir de uma experiência sensorial”.
A educadora de infância e guia Montessori estudou pedagogia no Brasil, fez intercâmbio em Coimbra e tornou-se mestre em Ciências da Educação no Porto, cidade onde vive há cinco anos. O projeto dos Tripeirinhos, iniciado em setembro, foi espoletado quando deixou de ter a turma de crianças que acompanhou durante quase cinco anos. Começou a pensar em formas de as continuar a levar a explorar a cidade, algo que já fazia, e, ao mesmo tempo, apercebeu-se que depois da pandemia as crianças “ficavam muito tempo em casa”, muitas vezes “imersas no YouTube”.
Estava lançado o mote para as aventuras dos Tripeirinhos, momentos mensais de descoberta, que promovem a construção de experiências através de caminhadas, visitas a museus, oficinas artísticas, viagens de elétrico ou de metro e até pequenos concertos, e que desta forma criem “um sentimento de pertença à cidade do Porto”. O objetivo é envolver “todas as áreas do conhecimento, buscando um desenvolvimento pleno da criança”.
Os próximos encontros acontecem 26 de novembro e 17 de dezembro, com as temáticas “AZULejo – O Azul de Yves Klein e um dos símbolos da identidade cultural de Portugal”, “Uma volta de elétrico com a música de António Zambujo e a pintura da artista portuguesa Esperança Rocha” e “Guilhermina Suggia – A música erudita presente nas ruas do Porto”, respetivamente.
Numa das mais recentes aventuras, a partir de obras de Klein, o grupo caminhou em direção ao azul dos azulejos espalhados pelo centro histórico do Porto para desvendar os segredos do Banco de Materiais, estação 6 do Museu da Cidade do Porto.
A cada mês, Pollyana pretende lançar novos temas, permitindo às crianças ter uma maior exposição à cultura portuguesa. No entanto, é possível repetir uma aventura a pedido de um grupo.
Os encontros acontecem ao sábado, das 10 às 15 horas, em grupos com um máximo de 12 “exploradores”. O preço de 40 euros inclui cinco horas de atividade, bilhete de transporte público (quando aplicável), entrada no museu ou na oficina (quando aplicável) e um boné de identificação.
