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Começar o ano a apadrinhar um animal

A Quinta das Águias, em Paredes de Coura, acolhe animais de diversas espécies. (Fotografia: Rui Manuel Fonseca/Global Imagens)

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Predominam os cães e os gatos, mas também há cavalos, coelhos, porcos, cabras, ovelhas, porquinhos-da-índia, coelhos, patos ou tartarugas disponíveis para apadrinhamento, como provam os exemplos seguintes.

Abrigo de Carinho (Mira)

O Abrigo de Carinho, numa zona florestal na Praia de Mira, resgata cães da rua, proporciona-lhes cuidados veterinários e uma adoção responsável. Quem ainda não se sente preparado ou não pode adotar, mas ainda assim pretende ajudar, pode passear os patudos na área envolvente, ao sábado de manhã, entre as 09h e as 12h. Normalmente, as voltas demoram meia hora e, se os cães se derem bem, podem ir dois ao cuidado da mesma pessoa.

Essas alturas podem ser aproveitadas, também, para entregar donativos (ração, mantas ou brinquedos) à associação; e para virar padrinho/madrinha de algum dos animais, de forma pontual ou continuada, por valores que variam consoante o apoio que se pretenda dar. Uma possibilidade é contribuir para desparasitar ou alimentar o “afilhado” durante um período determinado de tempo. A casa chega, mais tarde, um íman de frigorífico com a fotografia dele. Para agendar, basta contactar a associação.


Animais sem Fronteiras (Alcochete)

Cães, cavalos, cabras, ovelhas e porcos, recolhidos após terem sido vítimas de abandono, negligência ou de maus-tratos, vivem com espaço para brincar entre a Natureza, nos quinze hectares do santuário Animais sem Fronteiras, em Alcochete, Setúbal. Esta associação para a defesa dos direitos dos animais, criada há três anos por Graça Almeida e Marina de Praetere, desdobra-se em hotel, ATL e santuário, com vários animais residentes, sendo que para adoção – com critérios rigorosos – apenas estão alguns cães.

A ajuda-se oferece em forma de voluntariado, tornando-se sócio, com donativos, sendo cuidador ou apadrinhando uma animal, como a ovelha Biscoito ou a cadela Clarinha. Há dois escalões de apoio – o “1” arranca em 5 euros e o “2” em 10 euros -, com diferentes valores para apadrinhar cães; suínos, cabras e ovelhas; e bovinos e equinos. Os valores podem ser pagos mensal ou anualmente, e em ambos os escalões estão garantidas fotografias mensais e visitas a combinar. No escalão 2, os padrinhos e madrinhas recebem ainda uma t-shirt e um calendário personalizado.

(Fotografia: Animais sem Fronteiras)


Burricadas (Mafra)

Proteger e preservar o burro em Portugal é a missão da associação Burricadas, em Mafra, que criou, em 2019, o Abrigo do Jumento, para acolher burricos idosos e/ou maltratados. Os animais chegam ao abrigo, vindos de todo o país, sobretudo pela idade avançada, por maus-tratos ou por impossibilidade de os seus donos os manterem, e ali vivem felizes, em liberdade, aguardando mimos de quem os visita.

A principal fonte de receita do abrigo são os apadrinhamentos, que têm o valor simbólico de 25 euros, e dão direito a receber um certificado e a visitar o “afilhado”, num encontro marcado, onde também se dá a conhecer os fatores de ameaça dos animais e o historial de cada um. Os padrinhos e as madrinhas podem ainda alimentar e escovar os bichos.

Outro dos benefícios do apadrinhamento é ter acesso a descontos em atividades, como a pernoita num bungalow em madeira e a participação no dia-a-dia do abrigo, que fica próximo de pontos turísticos como as cascatas de Anços e do Penedo de Lexim, uma antiga chaminé vulcânica.

(Fotografia: DR)


Quinta das Águias (Paredes de Coura)

São vários os mimos que se recebem quando se apadrinha um animal da Quinta das Águias, com morada em Rubiães, Paredes de Coura. Além da garantia de melhores condições de vida para os bichos, os padrinhos e as madrinhas recebem uma fotografia do “afilhado”, direito a participar gratuitamente nos Quinta Open Day, com almoço vegetariano incluído, 10% de desconto em estadias na Casa de Hóspedes e na Casa do Pavão, e um presente surpresa no Natal.

Foi assim que Ivone e Joep Ingen Housz decidiram recompensar a ajuda, que também se faz com doações, voluntariado, ou comprando o livro “Semear o Futuro”, publicado depois de muitos pedidos a Joep para partilhar as receitas de base vegetal que confeciona na quinta, que é também santuário animal para mais de 130 seres, quinta biológico e um projeto educativo focado na sustentabilidade.

Neste momento, há 21 animais à espera de apadrinhamento – cães, gatos, cavalos, porquinhos-da-Índia, tartarugas, pavões e mais -, tendo cada um deles direito a uma descrição sobre a sua personalidade e história de vida no site da quinta. A ajuda faz-se mensalmente (a partir de três euros) ou anualmente (a partir de 36 euros).

(Fotografia: Rui Manuel Fonseca/GI)