Acessórios de moda em pele com a etiqueta Serranas; bordados da Pé de Flor; cerâmica da Bai de Roda; broas doces de cenoura, abóbora ou castanha, da Broas e Companhia. Eis uma amostra do que se pode encontrar no Centro de Artes e Ofícios de Arouca, nascido, há quase um ano, no coração da vila. Ali reúnem-se artesãos do concelho para vender peças, trabalhar ao vivo e fazer oficinas.
O centro abriu em setembro do ano passado, alavancado pela Rota Criativa – Rede de Ofícios Tradicionais e Arte Criativa, que procura criar uma espécie de incubadoras em diversos concelhos, explica Isabel Freire, que faz encadernação e trabalha maioritariamente com papel, na sua Oficina ID – um dos 18 projetos aderentes, em Arouca.
Por ali se encontra também trabalhos em ardósia, madeira, cortiça, couro, cerâmica, tapeçaria ou costura, desde peças decorativas e utilitárias até lembranças. E ainda produtos alimentares artesanais – das barcas de Mansores (doce que leva nozes, amêndoa, mel e canela) às broas de milho caseiras da Casa de Reimão, não esquecendo os licores e as compotas da Quinta de S. Lourenço, feitas com fruta própria.
A gestão do espaço, a cargo dos artesãos, é rotativa, e consoante os dias também se verá rostos diferentes a criar. Aquando da nossa visita, era Adélia Dias, do projeto Serranas, que trabalhava nuns chinelos. Enquanto isso, refletia sobre as vantagens de confraternizar com outras pessoas que fazem trabalho manual e criativo, seja pelo surgimento de novas ideias ou pelo cruzamento de aprendizagens, que até podem tornar as peças mais apelativas. Aliás, o centro arrancou com 17 projetos e acabou por gerar um novo: dois artesãos resolveram unir forças em torno da cestaria.
Experiências
Volta e meia, os visitantes também podem pôr as mãos na massa. Já houve experiências de olaria e pintura de azulejos, e mais virão.