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Pedalar por um trilho renovado, entre vila e serra, em Cascais

No Trilho das Vinhas reina o silêncio, só interrompido pelo canto das felosas e das toutinegras. (Fotografia de Paulo Spranger/Global Imagens)

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Em tempos idos, era este o percurso que facilitava a ligação entre o interior e o litoral, desde aldeias como Cobre, Murches, Pampilheira, Alvide, Birre e Zambujeiro até à vila cascalense, e que servia como via para transporte e fornecimento de produtos agrícolas ao centro da vila, ao longo da Ribeira das Vinhas, o curso de água que nasce na Serra de Sintra, a 400 metros de altitude, e desagua no mar de Cascais.

Num piscar de olho ao passado e em homenagem às tradições comerciais de antigamente, o Trilho das Vinhas foi recentemente renovado e ampliado, somando agora sete quilómetros de um percurso multiúsos – para pedalar, caminhar, correr ou até andar a cavalo – que liga o centro de Cascais à Quinta do Pisão, em pleno Parque Natural Sintra-Cascais.

Rumo a Sintra, o ponto de partida faz-se nas traseiras do Mercado da Vila, em Cascais, junto ao parque de estacionamento. O arranque é, desde logo, acompanhado com um mural de arte urbana com temas alusivos aos Descobrimentos. “Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal”, lê-se no mural, citando Fernando Pessoa em “Mensagem”.

O trilho segue sempre envolto em natureza e na ruralidade, entre cenários de floresta, matagal e campos agrícolas nos terrenos e quintais dos habitantes das aldeias em redor, com aparições regulares de pinheiros, marmeleiros, figueiras, carrascos, carvalhos, videiras e oliveiras. Em piso regular, passagens em madeira ou atravessando pequenas pontes, o silêncio reina pelo Trilho das Vinhas, apenas interrompido pelo canto dos passeriformes, género de aves que aqui abundam, como as felosas e as toutinegras. É provável que, pelo caminho, também se encontrem pequenos rebanhos, ou não estivéssemos numa zona rural, ainda que sempre próxima da vila cascalense.

Importa ainda referir que se autoriza a realização de piqueniques ao longo do caminho, tal como a entrada de animais de estimação, desde que estejam com trela. O trilho, inaugurado em 2017 e ampliado recentemente, é descrito como “suave e acessível” nas placas informativas que o acompanham, e contém bancos ao longo do caminho, para quem queira fazer uma pausa. A escassez de sombra talvez seja um obstáculo para alguns, mas isso é fácil de contornar: basta evitar fazer o percurso pedonal e ciclável num dia de muito calor.


Nas proximidades

 

Um parque eclético com oito décadas

Se o passeio a pedalar não for suficiente, o Parque Marechal Carmona, no centro de cascais, é uma boa opção para relaxar na natureza, sem pressas. A zona verde foi criada há 80 anos e inclui parque infantil com baloiços e escorregas, cafetaria com esplanada e lago com patos. As caminhadas fazem-se entre arvoredo alto, relvado, roseirais e canteiros.

(Fotografia: DR)


A Índia à mesa na rua Amarela

Meia década depois da casa original ter chegado à capital, o Chutnify abriu uma segunda morada no centro da vila de Cascais, há um ano. Em plena rua Amarela, onde coabitam restaurantes com cozinhas do mundo, esta casa aposta nos caris (à base de cordeiro, frango, beringela, robalo ou camarão), kebabs e espetadas cozinhadas no forno tandoor, biryanis variados e chamuças. Ao domingo há brunch indiano.

(Fotografia: DR)