Casas de fado históricas de Lisboa recebem apoio e ganham série na RTP

Mesa de Frades, em Alfama. (Gerardo Santos/GI)
De portas fechadas, as emblemáticas casas de fado de Lisboa vão receber apoio financeiro e mostrar os seus bastidores numa nova série documental. O Museu do Fado também tem novidades.

Há várias semanas de portas encerradas, cenário transversal à restauração, as casas de fado lisboetas viram-se obrigadas a interromper a sua atividade face à pandemia que marca a atualidade. Para ajudar a reerguer estas moradas, que promover o fado aquém e além-fronteiras, a Câmara Municipal de Lisboa vai lançar um pacote de apoio imediato às casas de fado históricas da capital, e aos seus artistas, que ascende aos 200 mil euros.

Este valor, recorde-se, junta-se aos 1,25 milhões de euros que a autarquia já havia anunciado, para apoiar agentes culturais e garantir a subsistência de trabalhadores independentes e entidades culturais e criativas. Para receber este apoio, nesta fase particularmente difícil para este ramo de atividade, as candidaturas estão abertas a partir desta segunda-feira, dia 20 de abril.

Para além disso, enquanto o negócio não volta a dias de maior normalidade, a Câmara Municipal de Lisboa anunciou que se encontra a trabalhar numa série documental sobre algumas das mais emblemáticas casas de fado dos bairros históricos de Lisboa. Os episódios serão transmitidos nas redes sociais da autarquia e da EGEAC, e a série documental vai ser exibida na RTP, que é parceira nesta produção, ainda sem data de estreia avançada.

A Parreirinha de Alfama, A Severa, Adega Machado, Café Luso, Casa de Linhares, Clube de Fado, Maria da Mouraria, Mesa de Frades, Faia e Senhor Vinho são os 10 espaços – muitos destes quase centenários – que vão contar à RTP a sua história.

Ainda sobre as novidades no mundo da guitarra portuguesa, o Museu do Fado está a desenvolver uma nova programação, adaptada aos tempos de pandemia, com os artistas que integram as equipas das casas de fado de Lisboa. Conversas e música farão parte deste leque de atividades, transmitidas nas redes sociais da Câmara Municipal de Lisboa, da EGEAC e do próprio museu, situado em Alfama.



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