O vereador do Turismo na Câmara das Caldas da Rainha, Hugo Oliveira, explicou à Lusa que o objetivo é “tentar captar visitantes para o concelho através da oferta de um passaporte a quem passar pelo menos uma noite em unidades de alojamento, na perspetiva de que, nesta fase de pós pandemia, as pessoas ainda não vão para fora e haja uma grande procura ao nível do turismo interno”.
Na prática, prosseguiu o vereador, “o passaporte terá duas vertentes: por um lado dará acesso a uma visita guiada por vários locais turísticos do concelho, em cada um dos quais o visitante poderá carimbar a sua passagem” e, por outro lado, “conterá dois vocheurs (vales) de 10 euros para serem aplicados em compras nos estabelecimentos de comércio aderentes”.
O “Passaporte Caldas da Rainha” foi lançado oficialmente no sábado, na Bolsa de Turismo, em Lisboa, e a sua atribuição aos visitantes começa a ser feita nesta terça-feira, desde que “as pessoas fiquem instaladas numa unidade de alojamento com o selo Clean & safe, do Turismo de Portugal, ou com o selo “Aqui é à confiança”, atribuído pela associação comercial”, esclareceu a mesma fonte.
Entre as unidades hoteleiras ou de alojamento local detentoras destes selos, cerca de 20 aderiram ao “Passaporte Caldas da Rainha”. No total, e segundo dados daquela autarquia do distrito de Leiria, há 115 estabelecimentos que aderiram à iniciativa, entre eles bares, restaurantes, óticas, lojas de decoração e ourivesarias.
A iniciativa, desenvolvida em parceria pela autarquia e a associação comercial, vai contar com um investimento inicial de 20 mil euros, para a emissão de 1.000 passaportes e 6.500 euros para pagamento das visitas guiadas. A Câmara irá “avaliar os impactos e a adesão dos visitantes” ao passaporte, concluiu Hugo Oliveira, admitindo que a iniciativa possa ser alargada e alvo de novos investimentos.
