No Axis Porto Club Hotel, o check-in é feito com os olhos postos numa escultura que retrata o “calcanhar de Viena”. Portistas ferrenhos, mas não só, são capazes de conseguir identificar na obra o momento do célebre golo de calcanhar marcado por Madjer, que deu a Taça dos Campeões Europeus ao F.C. Porto, na cidade austríaca, em 1987. Este e outros momentos históricos do clube serviram de inspiração para as obras da artista Ester Monteiro, que adornam várias áreas deste recente quatro estrelas, na Avenida dos Aliados.

(Fotografia: DR)
Não sendo um hotel do F.C. Porto, este projeto do grupo português Axis está inserido num edifício que pertence ao clube e foi elaborado com o objetivo de contar parte da sua história, diz Marta Ferreira, diretora da unidade de alojamento. E esta decisão não foi por acaso. O número 325, mesmo em frente ao edifício dos Paços do Concelho, acolheu a sede portista entre 1933 e 1982, ano em que se mudou para o antigo Estádio das Antas; bem como a secção de bilhar, até ser transferida para o Dragão, em 2014.
Foi esta relação entre o clube e a cidade que o grupo Axis, detentor de seis hotéis e um campo de golfe no Norte do país, quis preservar quando se lançou neste projeto em 2021, e que inaugurou a 2 de fevereiro com a presença do presidente do F.C. Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa.
Apesar das referências ao clube, que estão apenas nos espaços comuns, o projeto de arquitetura e decoração de interiores, idealizado por Artur Alves, resultou num ambiente sóbrio e elegante, pontuado por detalhes em madeira e mármore, envolvidos por cores como azul, preto e bege. Toda a fachada em pedra foi conservada, assim como a majestosa porta de entrada em madeira, a escadaria e as paredes em pedra que a ladeiam.

(Fotografia: DR)

(Fotografia: DR)

(Fotografia: DR)
Distribuídos por cinco pisos encontram-se 53 quartos – entre eles, 14 suítes – virados para a avenida ou para o miolo portuense, todos eles equipados com minibar, chaleira e televisão multimédia, que é atualizada no check-in para a língua do cliente, e permite ouvir rádio, aceder à conta Netflix, conhecer as atrações da cidade e monitorizar os voos que partem do Aeroporto Francisco Sá Carneiro.
No rés-do-chão funciona o bar, cujos tacos de bilhar remetem para a antiga função do edifício, e o restaurante Umami, a ser explorado de forma independente. Por lá, são servidos os pequenos-almoços, almoços executivos e uma carta de inspiração internacional, que pretende respeitar a cultura gastronómica de cada país.
