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Anadia: visita às Caves São João, uma empresa familiar centenária

As Caves São João são a mais antiga empresa familiar do setor vitivinícola em atividade na Bairrada. Fotografia: Maria João Gala/GI

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As Caves São João, em Anadia, levam 100 anos de existência. Foram fundadas, em 1920, pelos irmãos José, Manuel e Albano Costa, e são a empresa familiar do setor vitivinícola mais antiga em atividade na Bairrada. A firma começou por comercializar vinhos finos do Douro e licores, mas nos anos 1930 passou a produzir espumantes, voltou-se para os vinhos da Bairrada e, mais tarde, também do Dão.

O projeto de comemoração do centenário começou há uma década, com o lançamento, a cada ano, de um vinho diferenciado que contasse a história das Caves São João, explica a gerente, Célia Alves. Mas, para conhecer os métodos de produção e outras curiosidades sobre os vinhos, espumantes e aguardentes envelhecidas da casa, nada como agendar uma visita.

Fotografia: Maria João Gala/GI

Os visitantes têm acesso a locais como a sala das barricas, a zona de vinificação ou as caves dos espumantes. E, no fim, são brindados com uma flute de espumante, que pode ser acompanhada por amores da Curia, doces de massa folhada e ovos-moles, em forma de coração.

Fotografia: Maria João Gala/GI

 

3 momentos da visita:

1# Galerias dos vinhos antigos

Aqui estão acondicionados vinhos antigos de várias décadas, desde 1959. São cerca de 500 mil garrafas, distribuídas pelas quatro marcas principais da casa: Frei João, Quinta do Poço do Lobo, Caves São João Reserva e Porta dos Cavaleiros.

Fotografia: Maria João Gala/GI

2# Museu provisório

Esta sala, futuro museu, reúne cadernos de contabilidade e equipamentos antigos. Por exemplo, a primeira prensa vinda de França, nos anos 1930, para produzir espumantes pelo método clássico, ou champanhês (segunda fermentação em garrafa).

Fotografia: Maria João Gala/GI

3# Caves dos espumantes

Nestas caves subterrâneas, há perto de meio milhão de garrafas em estágio, por períodos entre nove e 48 meses, dependendo do tipo de espumante. Segue-se a remuage: as impurezas/leveduras são depositadas no fundo do gargalo, através de um processo que consiste em ir rodando as garrafas um quarto de volta, diariamente, à mão. Depois, há que fazer o dégorgement, ou seja, congelar e extrair a parte das impurezas, para, por fim, colocar a rolha e o açaime.

Fotografia: Maria João Gala/GI

Espumantes em alta

O consumo de espumantes tem aumentado, pois já não é associado somente às festas e à passagem de ano, mas passou a fazer parte do dia-a-dia, observa Célia Alves. Na Bairrada, esse consumo está há muito instituído, seja à refeição ou na hora de acolher visitas: “Aqui, oferece-se uma tacinha de espumante, em vez de um café”.

Fotografia: Maria João Gala/GI

Homenagem aos peregrinos

As Caves ficam numa das rotas para Santiago de Compostela. Para homenagear os peregrinos, que podem carimbar ali a credencial, foi criado o vinho tinto Bom Caminho.

Fotografia: Maria João Gala/GI

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