Alto Douro Vinhateiro assinala 20.º aniversário como Património Mundial

Vale do rio Tua (Fotografia: Leonel de Castro/Global Imagens)
As celebrações, que arrancam hoje, incluem uma sessão evocativa, em Lamego, a estreia da primeira ópera original criada em Trás-os-Montes e Alto Douro e a reedição do Prémio de Arquitetura do Douro.

A paisagem de socalcos desenhados em encostas íngremes, beijadas pelo rio Douro, que encanta portugueses e estrangeiros, celebra hoje 20 anos sobre a sua inscrição na lista de Património Mundial da UNESCO, enquanto “Paisagem Cultural, Evolutiva e Viva”. O Alto Douro Vinhateiro (ADV) abrange 13 municípios e mais de 24 mil hectares, muitos deles ocupados pelo cultivo da vinha para a produção de vinho do Porto, mas também por outras culturas, como a oliveira e a amendoeira. Apesar da dimensão, a área abrangida pelo ADV corresponde apenas a um décimo do total da Região Demarcada do Douro, a mais antiga região vitícola demarcada e regulamentada do mundo, com delimitações desde 1756. As celebrações da data arrancam hoje, com uma sessão evocativa, de debate e reflexão, no Teatro Ribeiro Conceição, em Lamego, e estendem-se até ao próximo ano, com concertos, exposições, eventos culturais, prémios, um ciclo de seminários e conferências, entre outras iniciativas. Já nesta sexta, dia 17, estreia a primeira ópera original criada em Trás-os-Montes e Alto Douro. “Mátria – Aqui na Terra”, uma ópera em dois atos de Fernando C. Lapa, com libreto de Eduarda Freitas, vai ocupar o Teatro de Vila Real, nos dias seguintes à estreia – 18 e 19 de dezembro. As comemorações incluem também a reedição do Prémio de Arquitetura do Douro, lançado há 15 anos pela CCDR-N para promover boas práticas de arquitetura no Património Mundial. E quem quiser partir à descoberta do Douro, pode fazê-lo à boleia do Passaporte Douro, disponível nas lojas interativas de turismo dos 19 municípios que compõem a Comunidade Intermunicipal do Douro. O documento, que visa promover a riqueza da região, ajuda a descobrir 76 pontos de interesse, onde a passagem por cada um vale um carimbo. Quando completado, o passaporte dá direito a um certificado de excelência e uma oferta exclusiva do Instituto do Vinho do Douro e Porto. Outra possibilidade é saltar a bordo do Friendship I. A embarcação que servia para transportar os oficiais da Marinha inglesa de terra para o alto mar, em 1957, foi restaurado e voltou a circular. Há vários programa disponíveis, sendo um dos mais acessíveis o passeio de duas horas, com partida e chegada ao cais privado da Pipadouro, no Pinhão. Fica por 45 euros por pessoa, e inclui um copo de vinho branco ou de vinho do Porto.



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