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A história da indústria vidreira portuguesa conta-se na Marinha Grande

Junto ao Museu do Vidro é possível admirar arte contemporânea dentro de um edifício que lembra um cubo de vidro. (Fotografia: DR)

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Chamam à Marinha Grande capital do vidro, tal a força daquela indústria, que se fixou ali, em tempos longínquos, muito devido à abundância de matérias-primas essenciais ao seu funcionamento – como a madeira do Pinhal do Rei. E é lá que se ergue o Museu do Vidro, ou não fosse ainda o principal centro de produção do mesmo, no país. O equipamento funciona no Palácio Stephens, edifício setecentista inserido no núcleo do Património Stephens (antiga Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande). Enquanto o rés-do-chão acolhe exposições temporárias, a exposição permanente, distribuída por várias salas, conta a história da evolução do vidro, em Portugal, desde os séculos XVII/XVIII.

Este é o Ano Internacional do Vidro, um bom pretexto para visitar aquele espaço, que dá a conhecer os processos de fabrico e decoração do vidro, das diferentes técnicas às máquinas e ferramentas utilizadas. Os produtos finais também estão à vista, claro: peças decorativas e utilitárias, algumas de temática religiosa, outras ligadas à ciência e à vida quotidiana.

Há desde apanha-moscas do século XIX até ampolas de soro, ventosas e frascos de farmácia, delicadas figuras de animais ou olhos de vidro, de diferentes cores, destinados a bonecas ou a animais embalsamados. E, com estes últimos, surgem moldes e outros utensílios, como a tábua de acasalamento, que servia para combinar os pares de olhos.

Mas uma das peças mais destacadas fica no antigo salão nobre do palácio onde viveu o industrial inglês Guilherme Stephens, que impulsionou o fabrico de vidro na Marinha Grande. Trata-se de um lustre com uns pingentes apelidados de bacalhaus, por se assemelharem a esse peixe na forma.

(Fotografia: DR)

O museu também dá espaço à arte e ao artesanato. Conta com uma oficina de produção e decoração de vidro onde artistas e artesãos locais executam diferentes técnicas ao vivo. O lapidário José Medeiros mostrava como se faz a lapidação (corte do vidro depois de frio); enquanto o maçariqueiro Mário Rolando Marques criava com recurso a um maçarico. Teoria e prática juntas, em poucos passos.


Arte contemporânea num cubo de vidro

Núcleo de Arte Contemporânea do Museu do Vidro fica numa espécie de cubo de metal e vidro, uma construção moderna, com três andares, integrada no edifício da antiga Fábrica de Resinagem da Marinha Grande, rente ao Património Stephens. Os visitantes encontram ali uma série de obras artísticas em vidro, nacionais e internacionais. Partilha o horário de funcionamento com o Museu do Vidro.


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