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A Quinta da Teixuga, no Dão, recebe quem quer participar na apanha da uva

A Grande Festa das Vindimas, na Quinta da Teixuga, é um programa de enoturismo que convida os visitantes a participar nos trabalhos da vinha e a ver de perto os afazeres da adega. (Fotografia: Maria João Gala/Global Imagens)

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Na Quinta da Teixuga, em Nelas, já se contam os últimos dias para a época mais aguardada do ano. A confirmar-se a previsão da equipa de enologia, a colheita arranca já na próxima segunda-feira, dia 6 de setembro, com a apanha das uvas brancas, como o Encruzado, a casta bandeira da região e da Caminhos Cruzados, produtora dos vinhos Titular e Teixuga.
Com o início das atividades chega também a Grande Festa das Vindimas, um programa de enoturismo que convida os visitantes a participar nos trabalhos da vinha e a ver de perto os afazeres da adega. Em dias de apanha da uva (requer confirmação), antes de meterem mãos à obra, os participantes são recebidos com um pequeno-almoço beirão, para compor o estômago e ganhar forças para o trabalho.

Bolas regionais, queijos, enchidos, fruta, sumos, café e, claro, vinhos, esperam os enófilos na airosa sala de provas de madeiras claras e uma grande janela aberta para as vinhas. Está instalada num edifício de traço moderno, a evocar o logótipo da empresa: duas linhas cruzadas.

O material necessário para a vindima – balde, tesoura, t-shirt e chapéu de palha, pois o sol pode ser muito intenso, daí que seja recomendável começar a atividade o mais cedo possível – é disponibilizado a caminho da vinha, juntamente com várias informações e curiosidades sobre as castas e a região. A rodear a adega estão maioritariamente uvas estrangeiras, que dão origem aos vinhos mais irreverentes da empresa, como o Clandestino. Mais abaixo, fica uma das maiores vinhas contínuas do Dão, uma pequena parte dos 42 hectares trabalhados pela Caminhos Cruzados.
O projeto nasceu da vontade de um pai e de uma filha em voltar a cruzar caminhos na terra natal da família, com uma empresa de vinhos que faz parte de uma nova geração de produtores do Dão. Um exemplo de jovialidade, sem esquecer a tradição.

Depois da apanha da uva, os visitantes são guiados numa visita pela adega, seguindo o percurso de seleção manual das uvas, a prensagem e demais processos de vinificação, até chegar à sala de estágios e terminar a experiência com uma prova de vinhos, seguida de um almoço harmonizado, para repor energias. A escolha recai sobre a vitela assada ou o bacalhau com broa, sempre acompanhados por queijos e enchidos, e com os vinhos da Caminhos Cruzados.

À tarde, recomenda-se um passeio pela propriedade, guardiã de muitos recantos merecedores de visita para lá das vinhas em alvoroço. As parcelas estão cercadas por medronheiros, cedros, carvalhos, oliveiras e pinhal. Na quinta existe ainda uma antiga casa de pedra, com uma mesa em granito que convida a piqueniques, com vista para as vinhas e para a Serra do Caramulo, e a prolongar o dia de vindima com um brinde ao Dão.

Mais experiências
Piqueniques, peddy paper nas vinhas, jogo de aromas, e enologia criativa (criar o próprio vinho) são outros dos programas de enoturismo da Caminhos Cruzados.

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