# Almoço na vinha | Nelas
Desfrutar de um banquete regional no meio de uma vinha, com sombra fornecida por um sobreiro centenário, é a proposta de uma de dez experiências que acontecem em Santar, lançadas pela 1990 Premium Wines, a divisão dedicada aos vinhos topo de gama do grupo Global Wines. Este momento enogastronómico chama-se Almoço Beirão no Sobreiro by Chef Henrique Ferreira, e durante a refeição são servidos pratos como moelinhas no tacho, tomate coração-de-boi com cebola roxa e flor de sal, caldo verde, feijoada à moda de Santar e tigelada da Beira. Iguarias devidamente emparelhadas com vinhos Casa de Santar. ALS
Almoço na vinha (Fotografia de Maria João Gala/GI)
# Grutas da Moeda | Batalha
Descoberta em 1971 por dois caçadores que perseguiam uma raposa – que se refugiou no “algar da Moeda” – esta gruta calcária é composta por várias galerias naturais. Tem uma extensão visitável de 350 metros, atingindo 45 de profundidade. A bem da inclusão, existe um audioguia incorporado na visita, além de folhetos em braile, bem como uma joelette – cadeira adaptada para pessoas com deficiência ou sem mobilidade, permitindo assim que façam a visita completa. PSL
Grutas da Moeda (Fotografia de Maria João Gala/GI)
# Jardim do Paço Episcopal | Castelo Branco
Há em Castelo Branco um monumento nacional de visita quase incontornável. O Jardim do Paço Episcopal, de estilo barroco, com as estátuas alegóricas em granito, lagos e jogos de água, está carregado de simbolismos e curiosidades que o tornam especialmente atrativo. Destacam-se, por exemplo, duas escadarias frente a frente: uma representando os reis de Portugal (com a dinastia filipina, de Espanha, em tamanho mais reduzido) e outra relativa aos apóstolos. Entre as alamedas de buxo, encontram-se estátuas alusivas aos signos do zodíaco, às estações do ano, ao inferno, ao paraíso e até à morte. CF
Jardim do Paço Episcopal (Fotografia de Pedro Correia/GI)
# Levada da Víbora | Cabeceiras de Basto
Pela Serra da Cabreira, a Levada da Víbora é um caminho de natureza, histórias e lendas. O som da água a correr, mais ou menos intenso conforme o declive da montanha, é presença constante ao longo do trilho. Na freguesia de Abadim, Cabeceiras de Basto, esta levada – canal de água para irrigação de campos agrícolas – acompanha também uma série de moinhos designados Moinhos de Rei. O percurso começa na Praia Fluvial do Oural. “É um passeio feito por muita gente desde há muito tempo”, diz Nuno Rebelo, do projeto Raízes, empresa de animação turística que organiza, entre outras coisas, estas caminhadas. LM
Levada da Víbora (Fotografia de Pedro Granadeiro/GI)
# Observação de aves | Esposende
São quase seis quilómetros ao longo do rio Cávado, em Esposende, que permitem aproveitar a avifauna que por lá habita. Com mais de uma dezena de miradouros e observatórios espalhados pelo trilho Entre o Cávado e o Atlântico, espaços para repouso não faltarão. Sim, porque além de uma caminhada, os vários percursos oferecem bancos e pequenos abrigos para quem preferir apenas sentar e desfrutar. Pato-real, águia-pesqueira ou garça-real são alguns dos animais que podem ser observados. Para quem procura os habitantes mais pequenos, por aqui tanto se encontra o mais comum cartaxo como a imponente beleza do guarda-rios. SSG
Foz do rio Cávado (Fotografia DR)
# Passadiços do Orvalho | Oleiros
Há dois anos, o Geopark Naturtejo da Meseta Meridional ganhou os Passadiços do Orvalho, que vieram dinamizar a Georota do Orvalho, um percurso pedestre ao longo da freguesia beirã homónima, no concelho de Oleiros, que soma nove quilómetros. Rodeados de natureza, vegetação e ar puro, é possível descer pela escadaria em madeira até um dos ex-líbris da região, a Cascata da Fraga d’Água d’Alta, a maior da Beira Baixa, com 15 metros de altura. Os mergulhos são imperativos nos dias soalheiros, tal como o quiosque com petiscos e bebidas, à entrada dos passadiços. NC
Passadiços do Orvalho (Fotografia de Gerardo Santos/GI)
# Passeio no Gaivina-Sterna | Aveiro
O Gaivina-Sterna é um barco movido a energia solar que percorre os braços da Ria de Aveiro para permitir a
observação da fauna e da flora locais. À frente deste projeto Sterna – Aveiro Ria Tours & Birdwatching está o casal Sandra Oliveira e Estêvão Castro. Durante a semana, é ela que, com o piloto Sílvio Vilar, embarca para a ria com os turistas que querem conhecer a sua história antiga, enquanto salina, a história de quem nela fez vida – os marnotos e os seus esteiros – e também a sua vida natural, principalmente as aves que nela habitam, entre gaivinas, corvos-marinhos, garças e flamingos. Ao fim de semana quem leva o barco é Estêvão. LM
Passeio no Gaivina-Sterna (Fotografia de Maria João Gala/GI)
# Trilhos no Parque Natural | São Jorge
São Jorge é um paraíso para os amantes da natureza e de sossego. E a melhor forma de o conhecer é através da rede de trilhos do seu Parque Natural. A ilha tem alguns dos mais belos percursos pedestres do arquipélago dos Açores e um dos motivos é a geografia. Estreita e alongada, tem uma cordilheira vulcânica a fazer de espinha dorsal a uma costa recortada por falésias abruptas e lençóis de terra entalados entre a montanha e o mar, as fajãs (uma das quatro Reservas da Biosfera nos Açores). Grande parte dos trilhos tem início no cimo da Serra do Topo, varrida a colinas verdes. São mais de 100 quilómetros distribuídos por nove percursos, entre pequenas e grandes rotas, que cruzam a ilha de uma ponta a outra. AC
Parque Natural de São Jorge (Fotografia de Adelino Meireles/GI)
# Piscina termal no Parque Terra Nostra | Povoação
Um exuberante jardim botânico com 12 hectares e meio, e muitos encantos. O Parque Terra Nostra foi fundado em 1775 por Thomas Hickling, um abastado comerciante americano que se apaixonou pelas Furnas, e é hoje detido pela Bensaude Hotels Collection. Entre as maravilhas botânicas do parque sobressai uma incrível coleção de camélias que são o ex-líbris por altura da floração, no inverno. Os tesouros deste jardim histórico recheado de exemplares exóticos e endémicos, que convidam a um mergulho na natureza, incluem ainda uma grande piscina termal, com água de cor barrenta – devido ao alto teor de ferro – a rondar os 35º, 40ºC. AC
Piscina termal no Parque Terra Nostra (Fotografia de Adelino Meireles/GI)
# Ponta da Ferraria | Ponta Delgada
Em Ginetes, no extremo oeste da ilha de São Miguel, a paisagem protegida da Ponta da Ferraria, uma fajã lávica que se adentra no oceano, oferece uma experiência muito especial. Ali, a atividade vulcânica submarina tempera a água do Atlântico e permite ir a banhos quentes no mar, numa enseada de água salgada que ronda os 30ºC (a temperatura varia com a maré). Ao lado, existe também um complexo termal, encaixado entre grandes falésias de rocha vulcânica negra e o oceano. AC
Ponta da Ferraria (Fotografia de Adelino Meireles/GI)
# Quinta de Santo Estêvão | Silves
A Rota da Laranja, disponível na Quinta de Santo Estêvão entre 1 de novembro e 30 de junho, é uma das melhores formas de explorar o Algarve serrano e o que ele tem para oferecer. Consiste num passeio a pé (as crianças podem ir em cima de um burro) que ensina tudo sobre o cultivo e as espécies daquele citrino tão algarvio, e termina com uma degustação de produtos locais como a laranja, a amêndoa e o figo. A simpatia dos anfitriões, a beleza da paisagem e a aprendizagem promovida pelo passeio fazem dele um programa imperdível, mesmo no verão. AR
Quinta de Santo Estêvão (Fotografia de Leonardo Negrão/GI)
# Rota do Vinho de Talha | Vidigueira
Há mais de dois milénios que se fermenta uvas em barro, prática trazida para o Alentejo com a ocupação romana. Para homenagear esta tradição, a nova Rota do Vinho de Talha sugere provas de vinho em duas dezenas de produtores regionais, visitas a adegas familiares e às suas vinhas centenárias, passeios em ruínas romanas e sugestões de gastronomia local. A iniciativa é da autarquia da Vidigueira, que quer candidatar o vinho de talha a Património Imaterial da Humanidade da UNESCO, mas estende-se a 20 concelhos alentejanos. NC
Rota do Vinho de Talha (Fotografia DR)
# Torre da Magueixa | Batalha
Diogo (Tenório) Monteiro não encontrou apenas um amor na aldeia da Torre, quando conheceu Sandra Pereira, a namorada. Na verdade, encontrou uma paixão que não estava nos planos, à medida que foi conhecendo a aldeia, a família e os vizinhos de Sandra. O arquiteto reuniu um grupo de jovens que é hoje o motor da Aldeia Pintada, um projeto que mudou a face daquela localidade, desde há dois anos, pintando memórias nas paredes das casas de aldeia: versos e canções antigas, evocando os pastores, as resineiras e os santos da terra. Os visitantes são cada vez mais. Muitos param na mercearia do Lima, um local imperdível nesta aldeia, onde ainda se vendem copos de tinto ao mesmo tempo que pacotes de massa ou material escolar. PSL
Torre da Magueixa (Fotografia de Nuno Brites/GI)
# Vila medieval | Ourém
Depois de subir ao Castelo de Ourém, percebe-se que alberga uma vila medieval, desconhecida por muitos. Há ainda casas habitadas, algum comércio, e entre as ruas estreitas a Capela de Nossa Senhora de Conceição, o posto de turismo (antigo edifício da câmara) ou o Paço do Conde. A pé, o percurso tem quatro quilómetros, pontuado por vários pontos de interesse. Ali se cruzam os estilos gótico e manuelino. A riqueza dos edifícios públicos retrata a importância desta vila na época medieval, cujo apogeu viria a registar-se já no século XV, através de D. Afonso, 4.º Conde de Ourém, que reestruturou e repovoou a vila. PSL
Vila medieval de Ourém (Fotografia de Maria João Gala/GI)