Janeiro
Lota D’Ávila, Lisboa
Hugo Candeias dá palco ao peixe e marisco, entre as clássicas mariscadas, peixe na grelha e ao sal, paelhas e petiscos de autor.
“Nesta marisqueira das Avenidas Novas navega-se entre propostas mais tradicionais – as mariscadas, o peixe e marisco na grelha ou ao sal – e pratos de assinatura, mais contemporâneos. Transversal às duas visões, que coabitam em harmonia na carta do Lota d’Àvila, é a aposta no produto base que chega de toda a nossa costa e ilhas – Aveiro, Setúbal, Peniche, Nazaré, Algarve e São Miguel, por exemplo -, o mesmo que dá as boas-vindas na primeira sala, que recria o ambiente de uma lota.” – Nuno Cardoso
Avenida Duque d’Avila, 42. Tel.: 925 906 950. Das 12h30 às 15h30 e das 18h30 às 23h, ao domingo, quarta e quinta; até à 1h à sexta e sábado.

(Fotografia de Luís Ferraz)
Fevereiro
Cenoura-Brava, Évora
O restaurante liderado pelo chef João Figueiredo fica na Quinta do Santo, que tem quatro suítes de charme rural, à escala dos 14 lugares disponíveis à mesa.
“Trabalhando com produtos regionais colhidos num raio de até 40 quilómetros, o chef diz estar atento à ‘microsazonalidade’ de alguns deles, mas também os sabe trabalhar e aplicar em receitas com base em técnicas de fermentação e cura. A estética minimalista e confortável do Cenoura-Brava prolonga-se para dentro das suítes viradas a nascente e cujas janelas são autênticas molduras sobre a paisagem campestre. Um refúgio bucólico, com uma cozinha de elogiar.” – André Rosa
Quinta do Santo. Tel.: 266 788 200. Das 19h30 às 21h, de quarta a domingo (restaurante)

(Fotografia: DR)
Março
Praça – Mercado Municipal de Braga
As obras terminaram em 2020. Os tradicionais continuam lá, aliados às novas gerações que apostam no espaço de alimentação.
“O trabalho foi de manutenção da tradição. As caras que, principalmente todos os sábados de manhã, recebem os bracarenses, são as mesmas há anos, numa passagem de testemunho dentro da família. Nas bancas não há só veteranos, mas também jovens – sejam aqueles que ‘dão uma mão’ às mães e avós, sejam aqueles que procuram mesmo ser o legado de uma história de comércio tradicional. Aqui, as novas ideias de comer biológico e local não são novas.” – Sara Sofia Gonçalves
Praça do Comércio. Tel.: 253 214 671. Mercado: das 7h às 17h, de terça a sexta; até às 14h ao sábado. Ala de alimentação: das 9h às 22h30, de terça a quinta, domingo e feriados; até às 23h30 à sexta, sábado e véspera de feriados.

(Fotografia de Gonçalo Delgado)
Abril
Grande Lago Alqueva, Reguengos de Monsaraz
Dois observatórios aproximam o público da ciência, dando a conhecer a magnitude e beleza do céu noturno – e a importância da sua conservação.
Tendo Badajoz, já em Espanha, como a única cidade mais próxima, o grande lago de Alqueva angariou logo uma das três condições para ser um destino certificado. A outra é o facto de ter, em média, 286 noites de céu limpo por ano; a terceira, dispor de alojamento, restauração e serviços para acolher os visitantes. É lá que funcionam o Dark Sky Alqueva, na aldeia de Cumeada; e o Observatório do Lago Alqueva, entre Monsaraz e o centro náutico.” – André Rosa
Dark Sky Alqueva: Rua da Nossa Sra. da Conceição. Tel.: 913 103 540. Das 16h às 19h e das 21h às 24h, de terça a sábado. Observatório do Lago Alqueva: Courela da Coutada, CM 1127. Tel. 960 361 906. Observações às 18h30 e 20h30, de terça a sábado.

(Fotografia: DR)
Maio
Ninho, Paredes de Coura
Marlene Castro abriu um albergue de peregrinos na antiga casa da bisavó. Os quartos, cozinha e sala respiram memórias do passado.
“A bonita casa de pedra foi construída em 1822 por um padre que acabou por deixar o imóvel à sobrinha Josefina Vaz de Castro, bisavó de Marlene. Nas antigas cortes, no rés-do-chão, existem três quartos, uma cozinha com zona de refeições e um mezanino que se vai adaptando às necessidades do alojamento. O primeiro piso alberga os restantes dois quartos, bem como um salão com mesa para 20 pessoas onde se servem jantares, em que se aproveita para promover os sabores da terra.” – Ana Luísa Santos
Estrada Nacional 201 (Rubiães). Tel. 916 866 372

(Fotografia de André Rolo/GI)
Junho
Camilo, Porto
Cozinha contemporânea de autor, elegante e sem preconceitos na Baixa, no edifício que viu nascer o amor entre dois escritores.
“Se a história do adultério entre Camilo Castelo Branco e Ana Plácido acabou por definir um pouco a linha deste restaurante, a literatura é só o pretexto, porque aqui conta mais a ideia de ‘traição’, pois ‘o chef Diogo Cunha gosta de trair os países’, brinca Margarida Osório, sócia-gerente do espaço. ‘Se quisermos ir por aí, sim’, diz Diogo. ‘Traio a tradição gastronómica, porque junto carne com peixe, molhos portugueses com sabores estrangeiros. No fundo, é um festival de comida.’” – Luísa Marinho
Rua do Almada, 378. Tel.: 915 299 442. Das 19h às 22h30 à segunda, quarta, quinta e domingo; até às 24h à sexta e sábado.

(Fotografia de André Rolo/GI)
Julho
Pedestre 142, Arouca
A carne arouquesa é estrela desta casa familiar, apurada pela mão de Ana Araújo e os mais de 30 anos de experiência na cozinha.
“A caminhada pelos sabores da cozinha tradicional passa pela posta servida com batata a murro, arroz de feijão e legumes salteados, e ainda o cabrito e a vitela assados. Sem esquecer a alheira grelhada, as tábuas de queijos e enchidos, o polvo com molho verde e o bacalhau à lagareiro, que partilham a carta com duas surpreendentes propostas vegetarianas. Nas sobremesas sobressai o pudim Abade de Priscos, o bolo de laranja da mãe Ana e os doces conventuais de Arouca.” – Ana Costa
Rua Dr. Ângelo Miranda, 142. Tel.: 910 706 492. Das 12h às 15h e das 19h às 21h, de quarta a segunda.

(Fotografia de Maria João Gala/GI)
Agosto
Herdade do Rocim, Cuba
Ancestralidade, respeito pelas tradições e muita inovação é o que se pode descobrir num passeio por este pedaço de Alentejo, ao sabor do vinho de talha.
“Aqui há muito para provar e ver. Numa visita guiada, pode conhecer-se a história da herdade, visitar a adega onde se encontram as talhas, provar vinhos e mesmo fazer o próprio vinho, na experiência Vidigueira Master Blender. É possível também almoçar ou jantar, uma refeição só com sabores tradicionais alentejanos, como as migas ou secretos de porco. Já o Amphora Wine Tour propõe um roteiro pelo município para dar a conhecer sobretudo adegas, mas também restaurantes e alojamentos.” – Luísa Marinho
Estrada Nacional 387. Tel.: 284 415 180. Das 11h às 18h, de terça a sábado.

(Fotografia de Artur Machado/GI)
Setembro
Vila Foz Restaurante, Porto
No antigo salão de baile de um palacete, o chef Arnaldo Azevedo mostra por que mantém no currículo uma estrela Michelin.
“O mar em frente chega ao prato na forma de mariscos e peixes cuidadosamente trabalhados, no menu Maresia, uma proposta de degustação com 16 momentos que seduz do início ao fim pelo bem que sabe, ao paladar como à vista. O mesmo de pode dizer do outro menu disponibilizado: chama-se Novo Mundo, é vegetariano e tem igual número de momentos, pelo que ambos podem coexistir na mesma mesa, em harmonia (para o arranque, sugere-se cocktails inspirados em diferentes partes do globo).” – Carina Fonseca
Avenida de Montevideu, 236. Tel.: 222 449 700. Das 19h30 às 22h30, de terça a sábado.

(Fotografia de Igor Martins/GI)
Outubro
Rei dos Leitões, Mealhada
Na Bairrada, berço de clássicos do vinho e com percurso gastronómico notável, eis um restaurante que é o demonstrador perfeito de um jogo aberto a todos.
“A empreitada petisqueira aqui é sempre diferente, entrego-me totalmente nas mãos competentes do bem-disposto staff. A sapateira recheada evoca o petisco popular supinamente feito. Lapas dos Açores, processadas com manteiga, alho e limão no zénite da frescura trazem o mar para a mesa. Patrimoniais e oportunas as enguias fritas, e chegamos ao tríduo final, de caranguejo do Alasca com gengibre fresco, capão à Freamunde com arroz de morcela, e leitão assado.” – Fernando Melo
EN1, Avenida da Restauração, 17. Tel.: 231 202 093. Das 12h às 21h, de quinta a segunda.

(Fotografia de Maria João Gala/GI)
Novembro
Encontro no Rio, Tábua
Numa quinta banhada pelo rio, Daniela Hesshaimer dá aulas de equitação, promovendo o contacto com os animais. Uma terapia para a alma.
“Numa encosta entre a floresta e um Mondego de margens verdes, Daniela criou uma espécie de santuário a que chamou Encontro no Rio. ‘Encontro com a natureza, com nós próprios e com os animais’, diz. Com a ajuda da filha Lisa, dá aulas de equitação individuais e passeios guiados a cavalo, pelo prado junto ao rio ou pela floresta. Mesmo quem não queira montar, mas apenas ter um contacto com os cavalos, é bem-vindo. Solero é o mais brincalhão; Lucero é o chefe, calmo e com jeito para crianças.” – Ana Costa
Quinta da Malhadoura, EM635 (Póvoa de Midões). Tel.: 925 264 676 (marcações por WhatsApp).

(Fotografia de Maria João Gala/GI)
Dezembro
The Royal Cocktail Club, Porto
Na baixa da Invicta, um bar apresenta um trio de bebidas nascidas da experimentação, com História e servidas em copos invulgares. São as Joias da Coroa.
“Um tem a cor do sangue, chega ao cliente num copo em forma de coração e consome-se por uma artéria. Outro evoca o sal do Atlânticoe dança dentro de um recipiente que é uma metade de ouriço-do-mar. E há aquele exemplar aromático, de líquido dourado, servido num diamante de vidro. D. Pedro, Dissident e Diamond são os três preparados premium das Joias da Coroa servidos em The Royal Cocktail Club, o bar de dois pisos liderado pelo premiado bartender Carlos Santiago.” – Jorge Manuel Lopes
Rua da Fábrica, 105. Tel.: 222 059 123. Das 19h às 2h, de domingo a quinta; até às 4h à sexta e sábado.

(Fotografia de Artur Machado/GI)
