A Feira do Livro está de volta à Avenida das Tílias, nos Jardins do Palácio. Testemunho do Porto ‘romântico’ e burguês, os jardins, desenhados pelo paisagista alemão Émile David, em 1864, estão envolvido por vestígios que marcaram o século XIX. Mas esta zona não vive só de nostalgia. Fervilha com galerias de arte contemporânea, novos espaços culturais e restaurantes que é possível conhecer nesta fotogaleria.

A Feira do Livro está nos Jardins do Palácio de Cristal até dia 18 de Setembro.
Fotografia de Leonel de Castro/GI

Museu Romântico
Através dos jardins do Palácio ou contornando-os pela rua das Entrequintas, chega-se à Quinta da Macieirinha e ao seu Museu Romântico. No edifício viveu, durante o seu exílio no Porto, Carlos Alberto da Sardenha. O museu recria um lar abastado do século XIX. Aqui, encontram-se objetos com história, como uma gaiola/caixa de música que esteve na Exposição Internacional do Porto de 1865, para a qual se construiu o Palácio de Cristal, demolido nos anos 50 do século passado para se erguer o atual Pavilhão Rosa Mota. Contíguo ao museu, no mesmo espaço onde funcionou o Solar do Vinho do Porto, instalou-se o Antiquum, restaurante do chef Vítor Matos. As propostas são de alta cozinha para degustar com o rio Douro como paisagem de fundo.
Fotografia de Carlos Santos Silva/GI

Museu Nacional Soares dos Reis
Em 1872, António Soares dos Reis estava em Roma a trabalhar na sua prova final como pensionista na classe de Escultura. Inspirado no poema «Tristezas do Desterro», de Alexandre Herculano, produziu a obra portuguesa mais famosa da época - o «Desterrado». A peça integra a coleção do Museu Nacional Soares dos Reis, a uns metros acima dos Jardins do Palácio. Além da obra deste artista, a exposição permanente faz um percurso pela história da arte portuguesa do século XVI ao início do século XX.
Fotografia de Leonardo Negrão/GI

Galerias de arte da Rua Miguel Bombarda
A verdadeira rentrée do «quarteirão das artes» só acontece dia 24, com as inaugurações simultâneas, mas a partir de dia 1 já é possível ver exposições nos vários espaços que se espalham entre a Miguel Bombarda, D. Manuel II e Rua do Rosário.
Fotografia de Igor Martins/GI

Capela Incomum
Na Travessa do Carregal, a dois passos da Miguel Bombarda, abriu um bar de vinhos diferente, numa capela do século XIX. Curiosamente, esta foi construída por António Teixeira de Girão, visconde de Vilarinho de São Romão, académico e autor de livros sobre agricultura, comida e... vinho. Numa rua perpendicular -- Clemente Menéres -- já há mais de um ano que inaugurou Espiga, espaço cultural que une o serviço de cafetaria com refeições e bar. Com uma programação regular de cinema, exposições e música, vai acabar o mês de setembro com uma novidade: nas suas prateleiras está a nascer uma livraria especializada em viagens.
Fotografia de Pedro Granadeiro/GI