Um palácio quinhentista com novidades, no centro de Évora

(Fotografias: Shout Estudio/DR)
Os dias quentes pedem um mergulho fresco no M’AR de AR Aqueduto, cinco estrelas de Évora que saúda o verão com áreas exteriores renovadas, spa e restaurante reforçados. Uma escapadinha com sossego garantido no centro histórico eborense.

Os corredores de ciprestes elevados, ladeados de oliveiras, alfazemas, limoeiros, heras, zonas de relvado com assentos e outros tipos de flora diversa, ajudam a criar o melhor de dois mundos. Apesar da localização prática e central, em plena zona histórica de Évora, declarada Património Mundial da UNESCO há já quatro décadas, os recém-renovados espaços exteriores do M’AR de AR Aqueduto, nos quais se incluem espreguiçadeiras almofadadas e duas piscinas exteriores – uma para miúdos, outra para graúdos -, formam um pequeno e tranquilo ecossistema, onde o único ruído é o chilrear das aves vizinhas.

A remodelação das áreas ao ar livre é o atual cartão de visita deste que é um dos dois únicos hotéis cinco estrelas eborenses, de portas abertas há década e meia. Além dos mergulhos ao ar livre nas piscinas com vista direta para o Aqueduto da Prata de Évora – um dos emblemas da cidade, com origens romanas e reedificado no século XVI -, outra das mais-valias do hotel é o pé direito generoso dos quartos espalhados pelos dois pisos – contam-se 64 quartos e suites. Tanto nos aposentos como nos espaços comuns, os tons neutros e as madeiras escuras são pilares da decoração, mas também apontamentos que piscam o olho à estética da década de 1970.

O cinco estrelas soma mais de 60 quartos e suites. (Fotografias: Shout Estudio/DR)

O Aqueduto da Água de Prata, junto aos jardins e piscinas exteriores do hotel.

As novidades para a época alta de 2024 chegam a outras áreas deste cinco estrelas, que se instalou num edifício quinhentista, antigo Palácio dos Sepúlveda, do qual ainda se conservam tetos em abóbada e janelas manuelinas na fachada. Entre o leque de renovações está o spa – que alberga piscina interior com bastante luz natural, jacuzzi, sauna, banho turco e ginásio, aberto também a não-hóspedes -, onde se aposta num leque de massagens fruto da recente parceria com a Comfort Zone, uma marca de tratamentos de spa que só usa ingredientes de origem natural.

Entre as zonas comuns, está uma sala de estar e biblioteca.

As áreas exteriores do hotel foram renovadas.

Mas não só. Uma visita ao M’AR de AR Aqueduto requer passagem pelo restaurante Degust’AR, no qual António Nobre observa a cozinha alentejana e o produto da região através de uma lupa contemporânea. Com pedidos à carta ou agrupados em menus de degustação, o chef natural de Beja, que soma mais de 30 anos ligados aos temperos, aposta em petiscos e pratos como as vieiras coradas em manteiga de noz com pimenta Sichuan e creme de couve-flor; dourada corada na frigideira com creme de batata violeta e salteado de cogumelos e espargos verdes; peito de pato braseado com puré de manjericão e legumes; lombo de novilho com bolacha de ervas aromáticas e especiarias, batata e cogumelos; carré de borrego com crosta de alecrim; os inevitáveis doces conventuais com sorbet de limão ou o refrescante gelado de hortelã com maçã ácida, a resposta certeira para as noites quentes de Évora que aí vêm em força.

Do bar do hotel saem cocktails clássicos e de autor.

O Degust’AR, restaurante do M’AR de AR Aqueduto, tem novos pratos para provar.

O chef António Nobre lidera a equipa da cozinha.

Uma nova carta no irmão lisboeta

A chegada dos dias quentes marcou a estreia de uma nova carta no Degust’AR Lisboa, o irmão mais novo do homónimo eborense, em Picoas. Na Rua Latino Coelho, António Nobre usa 80% de produto alentejano em toda a carta, neste que já é um dos restaurantes alentejanos de referência na capital.

Entre os reforços está a presa de porco preto com maionese de alho e pão torrado; empadinhas de galinha do campo; figos alentejanos com presunto ibérico; cogumelos da região na grelha com flor de sal e tomilho; vieiras com vinagrete de pimentos e chips de paio de lombo de porco alentejano; e a garoupa do mar com puré de cherovia e couve pak-choi, aqui com o “elemento alentejano” do pão torrado, explica o chef.

O Degust’AR está situado em Picoas.

O restaurante tem uma nova carta para celebrar a chegada do verão.

Além disso, mantêm-se os clássicos de sempre, como os pezinhos de coentrada; perdiz de escabeche com pera confitada em camomila; sopa de cação; lombinhos de porco com migas de espargos; arroz de cabidela de galinha do campo; e as bochechas de porco em molho de vinho tinto alentejano e puré de tubérculos.

O produto alentejano alimenta 80% da carta do Degust’AR Lisboa.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



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