O som de três pequenas cascatas sobre o espelho de água do pátio do Duo Hotel Lisbon abafa o ruído da zona do Cais do Sodré, convidando muitos trabalhadores das empresas vizinhas a ir beber um copo (que das 16h às 19h, na compra de duas bebidas, oferece um snack salgado) e deixarem-se ficar. Pensado como um “oásis urbano”, explica a responsável de marketing do quatro estrelas, o pátio aberto aos passantes interliga os edifícios responsáveis pelo conceito de dualidade: um do século XIX na Rua da Boavista e outro construído de raiz na Av. D. Luís I.
Em comum, quer no grande pátio verdejante e sombreado, quer no interior dos quartos e áreas públicas, encontra-se uma notável demonstração da versatilidade estética dos azulejos Viúva Lamego, fábrica alfacinha com 175 anos de história. Os quartos de tipologia king e king deluxe têm paineis com cerca de 1200 azulejos, nas cabeceiras das camas, em homenagem a Amália Rodrigues, cujo rosto se observa melhor através da câmara do telemóvel; e toda a receção do hotel, bem como o Quiosque com comidas e bebidas todo o dia, surgem revestidos a azulejos.
- (Fotografia: DR)
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Integrando a Curio Collection by Hilton, o hotel pretende despertar a curiosidade dos hóspedes, já que “cada peça de design tem por trás uma história ligada a Lisboa e a Portugal”, explica por sua vez a diretora-geral Concetta Lomoriello. Nos 75 quartos, cujo design foi também projetado pelo gabinete de arquitetura Saraiva & Associados, o rosto e corpo são mimados com a marca portuense Castelbel. No edifício novo, os quartos têm carpete de padrão florido e alguns deles são comunicantes, podendo alojar um adulto em sofá-cama. Todo o hotel é ainda “pet-friendly”.
Abertos aos clientes externos, tal como o bar, estão também o restaurante Novo Mundo e o {for the} Voyage, confiados à experiência e criatividade da chef Marlene Vieira. Enquanto o almoço é feito de petiscos, saladas e clássicos hoteleiros revisitados, o jantar sugere pratos com outro nível de sofisticação, como um pica-pau de wagyu com emulsão de trufa de verão e picles; um carabineiro com arroz de açafrão; e sobremesa de creme brulée de baunilha, morango e poejo. O mural com um macaco, moscas, borboletas e outros animais excêntricos rouba as atenções.
- (Fotografia: DR)
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Mantendo a narrativa de descoberta de novos territórios e realçando as técnicas de navegação, a chef criou bolos próprios para a pastelaria, como pastel de nata em mil-folhas e uma tarte de quindim, coco e manga, que se juntam a croissants, torradas e sanduíches boas para comprar e seguir caminho à descoberta de Lisboa. Interessantes são também as bebidas, das quais se destaca o cappuccino com folha de ouro de 23 quilates e os latte aromatizados ou servidos a frio. Na pequena montra há novidades diárias, que se podem provar no interior ou então levar.
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