A vida passada da Quinta do Ragal, um alojamento local com morada no Fundão, está inscrita no nome, ainda que esse facto possa passar despercebido à primeira vista. Afinal, “Ragal” é “lagar” escrito ao contrário, uma homenagem que Joana e Paulo quiserem fazer ao lugar e às famílias que ali trabalharam na produção de azeite, até há cerca de trinta anos. Hoje, ainda lá estão as oliveiras – das quais os hóspedes podem apanhar azeitonas, a seu tempo -, e os antigos bidões de combustível que eram usados para alimentar o lagar, a servir de suporte para o lavatório em algumas das casas-de-banho.

(Fotografia: DR)
A Quinta do Ragal é o projeto de vida do casal, que se mudou de Lisboa para a freguesia de Lavacolhos, perto da Serra da Gardunha, há cerca de quatro anos, e onde percebeu “que o tempo existe”.
A quinta está de portas abertas desde março de 2019 – tendo fechado apenas três meses no início da pandemia – e disponibiliza duas tendas yurt, uma cabana em madeira, três suítes rurais numa estrutura em madeira, e ainda, temporariamente encerrados, dois quartos inseridos na casa principal, onde o casal anfitrião habita. Embora os alojamentos não tenham kitchenette, há uma cozinha comum preparada para os hóspedes usarem.
- Fotografia: DR
- Fotografia: DR
Ainda dentro da propriedade existe ainda um antigo tanque em granito que convida a banhos, diversos animais que os hóspedes podem alimentar, como ovelhas, cavalos e um burro, e um pomar com cerejeiras, abrunheiros, figueiras. Outras possibilidades para aproveitar o tempo passam pela experiência na roda do oleiro, orientada por Paulo, participar nas vindimas ou acompanhar o ciclo da lã – que, dependente da época, pode dar direito a presenciar a tosquia dos animais.
Praias fluviais
Não muito longe da quinta, encontra-se a Praia Fluvial de Lavacolhos, a Praia Fluvial do Paul e os Passadiços do Orvalho, em pleno Geopark Naturtejo, que levam os visitantes a algumas das mais bonitas paisagens da Beira Baixa.
