Quando o portão se abre, temos a sensação de entrar numa casa de família. E assim é, de certo modo. Afinal, o alojamento criado pelos irmãos Telmo e Leandro Ferreira fica numa propriedade outrora pertencente ao avô materno, Domingos da Casada, que era agricultor, e pouco mais abaixo vivem os pais, que dão apoio aos hóspedes, se necessário. As Casas da Casada, duas construções recuperadas e batizadas com a alcunha familiar, ficam em Esposade, na freguesia de Foz do Sousa, concelho de Gondomar, num ponto com vista para o Douro.
- A Casa da Casada, decorada em jeito rústico. (Fotografias de André Rolo/GI)

Os espaços exteriores são uma mais-valia do alojamento.
(Fotografia de André Rolo/GI)
À chegada vê-se logo, revestida de pedra, a Casa da Casada, um T2 com varanda. Outrora, acolheu os moços que vinham de locais mais distantes para trabalhar naquelas terras, onde havia gado e se produzia vinho, conta Leandro Ferreira, recordado ainda das cubas, pipas e salgadeiras para conservar a carne. Essa primeira casa, com capacidade para seis pessoas, graças ao sofá-cama, é procurada sobretudo por famílias. Já os casais tendem a preferir o Espigueiro da Casada, um antigo espigueiro, com eira em frente, convertido em T1.
Ambas as casas estão decoradas com peças que lembram o passado agrícola da propriedade, seja uma pá de forno ou um jugo de bois. Através do engenho do tio Diamantino, ex-marceneiro, pipas foram convertidas em mesas e estantes; e rodas de carros de bois num banco de jardim. Pretextos para iniciar uma conversa não faltam, dos carros clássicos estacionados por baixo da Casa da Casada à churrasqueira, ao dispor dos hóspedes. Mas a grande relações públicas, ali, é a cadela Pitusca, que costuma ser acarinhada pelos visitantes, ao ponto de já ter dormido com alguns no espigueiro.
- A cadela Pitusca e a piscina, com vista para a Capela de Nossa Senhora da Livração. (Fotografias de André Rolo/GI)
Fora da azáfama citadina, mas não demasiado longe, as Casas da Casada permitem um vislumbre do que é a vida em comunidade naquela povoação. Quem for crente pode até assistir à missa, ao domingo, na vizinha Capela de Nossa Senhora da Livração. Esse espaço de culto tem história, como atesta Adelaide, a mãe dos responsáveis pelo negócio, que viu chegar ali muita gente para fazer promessas, aquando da Guerra Colonial; pediam que livrasse dela os entes queridos, e deixavam ofertas em ouro.
A capela é visível do jardim, com piscina e espreguiçadeiras. Por estes dias, tornam-se particularmente apetecíveis os exteriores animados por flores coloridas. Em volta, há algumas atrações. Os Moinhos de Jancido ficam a um par de quilómetros, assim como a Marina da Lixa, que Leandro recomenda para ver o pôr do sol. Não muito longe, existem também duas praias fluviais: a de Zebreiros, no concelho de Gondomar; e a de Crestuma, já em Vila Nova de Gaia.
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