No novo hotel Artsy Cascais, há quartos de luxo dentro de uma escultura de Vhils

A ala nova do hotel, revestida pela escultura de Vhils, tem oito acomodações. (Fotografia de Gonçalo Miller)
História e arte casam-se de forma especial no hotel Artsy Cascais, perto da baía de pescadores e da praia do Guincho. Uma viagem entre estilos de diferentes séculos com restaurante, bar e piscina revestidos por uma escultura.

A fachada composta por lajes cinzentas esculpidas por Vhils parece ter estado ali desde sempre, de tão harmonioso que é o casamento com o palacete do século XX construído por um empresário amigo do rei D. Carlos, que nomeia a morada do hotel. Com uma história intrinsecamente ligada à da alta burguesia dos séculos XIX e XX e à vida de quem o habitou, este palacete chegou a pertencer ao industrial Alfredo da Silva, até chegar à posse do avô materno de Francisco Maria Balsemão.

Herdando uma casa demasiado grande, Francisco Balsemão decidiu transformá-la num hotel boutique de cinco estrelas, tirando partido não só da história e beleza do edificado, mas também da localização em cima da baía de Cascais. De forma a ligar o edifício original e a ala nova, o arquiteto Pedro Gomes Fernandes introduziu uma estrutura em vidro e apostou em materiais consentâneos com ambos. Já o projeto de decoração e design de interiores marca a estreia a solo de Marta Carreira.

 

(Fotografia de Gonçalo Miller)

(Fotografia de Gonçalo Miller)

Com experiência ganha no Atelier Graça Viterbo, a arquiteta de interiores optou por mergulhar o hotel na envolvente, isto é, levando para os quartos elementos de areia e mar e outros, inspirados na aura boémia da vila. De colaborações com designers e ateliês internacionais saltam à vista o autorretrato de Rembrandt mixado com graffitis pela artista Fipsi Seilern e as peças de iluminação do restaurante e dos quartos e suítes desenhados pelo Atelier Areti e pela marca dinamarquesa GUBI.

À laia de galeria, nos corredores do Artsy também há obras de arte que qualquer um pode comprar. A arte estende-se à Pink Room, uma sala pensada para acolher pequenos eventos e reuniões; ao Library Bar, onde se pode fazer o check-in com um chá gelado de laranja e camomila; e ao restaurante Art, que também serve o pequeno-almoço à carta. Aliás, tudo o que está nos minibares dos 19 quartos e suítes, desde a granola à tapenade de azeitona, é feito na cozinha.

(Fotografia de Gonçalo Miller)

(Fotografia de Gonçalo Miller)

É dentro dos seis quartos da ala nova que se materializa a ideia de dormir dentro da escultura de Vhils, cujo rendilhado cria um desenho de luz. Em todos há obras do fotógrafo Miguel Velasco, assim como amenities da marca Oliófora e o conforto que se espera de um cinco estrelas. De caminho para o terraço com espreguiçadeiras e piscina aquecida a quase 30 graus é fácil notar o aroma que paira nos corredores, criado para o Artsy pelo conhecido perfumista Lourenço Lucena.

O hotel serve pequenas refeições no topo, mas a experiência gastronómica foi concebida para o restaurante Art, acessível a não hóspedes. Com Daniel Estriga como consultor e com o chef Carlos Nunes a confecionar os pratos no dia-a-dia, a proposta é de uma cozinha contemporânea com raízes portuguesas. “Setenta por cento da carta tem produtos do mar”, diz o chef, dando a provar ostras com molho ponzu e gamba do Algarve como bons exemplos do que ali se quer criar.

 

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