Viagem a Itália sem sair da Maia, na Cordaro Pizza & Vino

As pizas com massa de fermentação lenta são as estrelas da Cordaro Pizza & Vino. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)
Depois dos projetos Comunale e Empório Bichara, focados na comida mediterrânica e libanesa, a chef Isabela Cordaro entregou-se à gastronomia italiana, na Cordaro Pizza & Vino.

Uma parte da história de Isabela Cordaro está refletida na carta da pizaria que abriu com o namorado, Alex Miranda. A Cordaro Pizza & Vino, na urbanização dos Altos, em Vermoim, Maia, é uma casa despretensiosa na estética e honesta na cozinha, onde se serve comida italiana sem floreados, recorrendo a bons ingredientes e às técnicas certas.

Alex Miranda e Isabela Cordaro. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)

Mas até chegar a aqui, a vida de Isa – como é conhecida -, nascida em São Paulo e com sangue italiano e libanês, deu muitas voltas. Estudou cozinha na cidade onde nasceu e na escola londrina Le Cordon Bleu, viajou sozinha por Itália durante mais de um mês e em 2015 abriu um restaurante no Brasil. Três anos depois, instalou-se no Porto e passou pelas cozinhas de espaços como o Cafeína e a Enoteca 17.56.

A pizaria fica no rés-do-chão de um prédio habitacional, em Vermoim. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)

As fotografias antigas a preto e branco, expostas numa das paredes do espaço, contam parte das histórias das famílias dos proprietários. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)

No início da pandemia, Isa e Alex abriram o Comunale, onde a chef resgatou as receitas libanesas do avô, que antes de morrer aprendeu a mexer no computador, deixando assim todo o seu legado gastronómico. O fecho do Comunale levou à abertura do Empório Bichara, um restaurante pop-up de comida libanesa, no Parque da Cidade, no Porto, com o nome da mercearia que os avós tiveram no Brasil (como comprova a fotografia a preto e branco exposta na parede da Cordaro). Se nestes últimos dois projetos Isa explorou as suas raízes libanesas, herdadas do avô materno, agora a chef celebra a herança italiana, do outro lado da família, com pizas de massa de fermentação lenta, ingredientes provenientes de Itália e receitas de família, como o ravioli fritti, recheado com mozarela e acompanhado por molho marinara, à base de tomate. “A minha avó [paterna] fazia ravioli, e quando sobrava massa, fritava”, conta Isa. Além desta opção há outras cinco, de onde se destaca a focaccia artesanal, com azeite, flor de sal e alecrim, e os “supplì al telefono”, croquetes de risoto e tomate, recheados de mozarela.

Piza Sorrentina. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)

Pizza Calabrese a Modo Mio. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)

As pizas são dez, e há duas isentas de proteína animal. A massa leveda durante 48 horas, dando origem a uma base levíssima, fina e com um rebordo ligeiramente alto. Há clássicos como a marinara, a margherita e a capricciosa, e opções mais ousadas, caso da sorrentina, com tapenade, burrata e tomatinhos confit, e da calabrese a modo mio, inspirada na região de onde é proveniente parte da sua família, a Calábria. É de lá a ‘nduja, uma espécie de salsicha de porco picante, que coroa a piza, juntamente com molho de tomate, mozarela flor de leite, cebola roxa, ricota, raspas de limão e manjericão.

Tiramisu. (Fotografia de André Rolo/Global Imagens)

A viagem por Itália continua nas sobremesas, com um tiramisu sublime que nos leva até Treviso, a cidade onde a receita foi criada, na década de 1970, segundo Isa. Dentro de uma taça de vidro, polvilhada com cacau em pó, biscoitos savoiardi banhados em café casam com um suave creme zabaglione e mascarpone. Outra opção são os cannoli sicilianos, pequenos canudos de massa crocante, recheados com creme de ricota e pistácio. Para acompanhar, há vinhos portugueses, italianos e libaneses, cervejas italianas e cocktails preparados por Alex.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



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