Tem 35 anos, é chefe de cozinha do grupo Jase Hotels & Resorts, presente no Douro e no Porto, e conquistou o primeiro lugar no mais antigo concurso nacional de cozinha para profissionais, seguindo os passos de chefs como Henrique Sá Pessoa, João Rodrigues, Vítor Matos, Luís Gaspar e António Loureiro. Tony Martins é o vencedor do Chefe Cozinheiro do Ano 2020, o certame que decorreu na Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril com a sua 31.ª edição, depois de uma prova que somou seis horas.
Os seis finalistas a concurso tiveram que compor um menu composto por sopa, prato de peixe, prato de carne e sobremesa. No caso do vencedor, Tony Martins optou por uma sopa caramela, um linguado com bivalves, percebes e coentros, um frango assado com arroz de miúdos e Pudim das Clarrisas e limonete de citrinos, a combinação que conquistou o leque de jurados, entre os quais se contam três chefs com restaurantes Michelin (António Loureiro, d’A Cozinha; Henrique Sá Pessoa, do Alma; e Dieter Koschina, do Vila Joya), Paulo Pinto, Ricardo Luz (vencedor da 30.ª edição do concurso) e António Bóia (do lisboeta JNcQuoi e presidente de júri).

Tony Martins. (Fotografias: EG e Filipe Vera Cruz)
Tony Martins iniciou a sua carreira com uma formação profissional em restaurante e bar, tendo completado estágios dentro de portas e fora, na Letónia e Alemanha. O seu primeiro trabalho como responsável de cozinha foi no restaurante do Casino da Figueira da Foz. Seguiu-se uma experiência em catering e uma passagem pelo Bronze – Seafood & Lounge, em Ílhavo.
Nesta edição do Chefe Cozinheiro do Ano, criado em 1990 pela Inter Magazine, foi ainda atribuído o Prémio Para Melhor Harmonização com cerveja Estrella Damm, entregue a Cristina Ferreira e o seu prato de leitão, vegetais e trigo, harmonizado com a dita bebida. A cozinheira do restaurante lisboeta Sála, liderado por João Sá, recebeu ainda o Prémio Inovação Helmut Ziebell pela sopa que apresentou, com funcho, gaiado e bolo do caco.
