Taberna Marginal: Vinhos e sabores do mundo junto à praia

Vinhos da região e comida do mundo são os pilares de uma taberna que se propõe a romper com os moldes de uma refeição convencional. À mesa ou ao balcão partilham-se momentos, com vista sobre as águas calmas da baía de São Martinho do Porto.

Um a um, vão chegando os pratos e tigelas de ar tosco, propositadamente deformados para reforçar a ideia de que se está numa Taberna Marginal. «É uma taberna contemporânea com pequenas porções para partilhar, onde uma refeição não é aquilo a que estamos habituados, com entrada e prato principal, mas pode ter quatro, cinco, seis ou mais momentos», explica José Vale, o diretor do Grupo Maratona. Um negócio familiar que nasceu nas Caldas da Rainha, em 1966, com o emblemático Café Maratona, e chegou no verão passado a São Martinho do Porto, na forma de um restaurante irreverente, de portas abertas para a baía.

Ao entrar, impõe-se a escolha entre sentar à mesa ou ao balcão, para descobrir a carta onde sabores do mundo, e outros bem portugueses, se fundem em pratos que são um regalo de ver e, principalmente, saborear. Uma tigela de hummus com salada avinagrada e tortilhas caseiras abre a refeição sem espaço para cerimónias de garfo e faca. Seguem-na um fresco, e muito cítrico, ceviche de corvina com gaspacho de cunquate, acompanhado de polvilho azedo, ou ainda o alho-francês grelhado em carvão, com maionese de cebola grelhada. De volta a terras lusas, pelas mãos do chef Ângelo, alentejano de gema, chega à mesa do Taberna Marginal uma sopa de línguas de bacalhau e ovos de codorniz, servida em pão tostado e presunto a rematar.

Nos pratos mais robustos destacam-se duas barrigas, uma do mar e outra da terra. A de atum com maionese de wasabi, e a de porco assado no forno com ameixa salteada.

Um desfile de sabores que se emparelham a vinhos da região, com assinatura do enólogo Rodrigo Martins. É ele quem produz os vinhos da casa, o Red in Peace e o White or Die, na sua adega em Montes, Alcobaça. «As vinhas estão a cinco quilómetros do canhão da Nazaré e têm influência dos ares do Atlântico e da serra de Montejunto, o que resulta em vinhos muito frescos e minerais», explica. Não importa de quantos momentos se faça a refeição, no final há que provar o Epic End, um delicioso pudim de batata-doce com espuma de clementina e crumble.

Ali, à mesa ou ao balcão, não é o agitado mar da Nazaré que se deixa ver para lá da porta envidraçada, mas antes as águas calmas da baía, com o oceano à espreita entre dois braços de terra.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.

Leia também:

Óbidos: há vida nova na velha vila
Conhecer Caldas da Rainha nos passos de Bordallo Pinheiro
Caldas da Rainha: Uma cidade em movimento perpétuo



Ler mais







Send this to friend