À Adega Filhos de Moura ninguém chega por acaso. Escondida na tranquilidade de Aboim, localidade que dista cerca de oito quilómetros do centro de Amarante, este restaurante fundado, em 2009, pelos irmãos Vítor, Agostinho e Francisco José, é uma espécie de templo para os amantes do leitão assado. Mas não de qualquer leitão.

Agostinho e o irmão Vítor Moura.
(Fotografia: Artur Machado/Global Imagens)

O interior do restaurante.
(Fotografia: Artur Machado/Global Imagens)
Nas duas salas revestidas a pedra, com capacidade para 80 pessoas e que estão quase sempre cheias, só é servido leitão bísaro, “mais comprido, com maior amplitude de costela e com mais gordura, o que dá mais sabor à carne”. A explicação é de Agostinho, um dos três Filhos de Moura, que é também criador desta raça de porcos. “Todos os leitões aqui confecionados são criados ao ar livre, por mim ou por produtores de Trás-os-Montes com quem colaboramos. E são abatidos logo após deixarem de ser amamentados”, frisa.
No forno aquecido a lenha só entram, assim, animais com menos de cinco quilos que, após uma “assadura que demora entre duas e duas horas e meia, ficam com o tamanho ideal para que, à mesa, cheguem pequenos peças de pele crocante e carne suculenta. Quase todas são costelas, acompanhadas por batatas fritas que o azeite deixa estaladiças e uma salada confecionada com tomate, alface e cebola colhidos dos campos das redondezas. O molho para barrar a carne é feito com banha de porco, pimenta, alho, sal e vinho. “E um ingrediente secreto à base de fumeiro”, que também é usado para untar o interior do leitão antes da assadura.

O leitão bísaro, é “mais comprido, com maior amplitude de costela e com mais gordura, o que dá mais sabor à carne”.
(Fotografia: Artur Machado/Global Imagens)
Num restaurante onde não faltam espumantes e frisantes, também há um vinho batizado de “Filhos de Moura”. Produzido em dez hectares repartidos por Aboim, Vila Garcia e Fregim, este vinho verde apresenta-se fresco, com a acidez típica da região e com uma graduação alcoólica que se aproxima dos 12%. “O branco é ideal para acompanhar o leitão”, garante Vítor Moura.
Mas também, comprovou a Evasões, para beber com a alheira de leitão servida como entrada ou, caso ainda haja fome, o pão-de-ló que os muitos ovos fazem com que fique colado aos dedos da mão.
