O Regedouro, próximo de Évora, tem comida de conforto e bem receber

Sabores alentejanos com produtos da época é o que oferece o restaurante O Regedouro. (Fotografia: DR)
Vítor e a família mudaram de vida e transformaram a aldeia de São Brás do Regedouro, perto de Évora, num turismo de charme, onde recebem os forasteiros de braços abertos. No restaurante, a chef Sandra brilha com os seus pratos alentejanos reinventados.

Sandra Encarnado trabalha como um peixe na água na cozinha do São Brás do Regedouro, no turismo de aldeia homónimo aberto há um ano nesta terra alentejana, a apenas 20 quilómetros de Évora. Natural de Vila Nova da Baronia, no Alvito, a chef trata por tu os produtos e tradições do Alentejo, dando-lhes alguns toques de modernidade em harmonia com a decoração e posicionamento do restaurante, que está aberto a hóspedes e passantes, mediante reserva.

A sala, de aspeto contemporâneo, é ampla e iluminada por janelas com vista para a paisagem rural, onde o gado pasta livremente. Uma grande mesa, com tampo de madeira recuperada por um artesão e pés de ferro, convida a reuniões familiares e dialoga com a estrutura que emoldura o tronco de uma oliveira milenar, no pátio exterior do restaurante. À mesa, chegam os sabores de conforto com a mão da chef, que introduziu recentemente novos pratos para aquecer a época fria.

(Fotografia: DR)

A entrada de queijo de cabra no forno, com mel, é a melhor forma de inaugurar a refeição, pois lembra a queijaria que funcionou precisamente no edifício onde o restaurante foi criado, juntamente com uma loja de artesanato eborense e uma garrafeira. Tempura de legumes com maionese de poejo, choquinhos com maionese aioli e croquetes de alheira e cebola são outras das propostas de Sandra, que utiliza abundantemente as ervas aromáticas. “Elas contam a história do Alentejo”, realça.

“Cresci a ver os meus pais e os meus avós a amassar e cozer o pão e a fazer a matança do porco, e lembro-me de ir apanhar ervas, como as catacuzes e o cardo, com a minha avó”, conta Sandra Encarnado em conversa com a “Evasões”. Formada na área comercial, depois de gerir um restaurante próprio, o destino levou- a até ao projeto familiar do São Brás do Regedouro. “Cresci numa família exigente com a comida e foi isso que me definiu como cozinheira”, completa.

(Fotografia: DR)

Ainda à mesa, são de provar o bem apurado cação frito com batatas e amêijoas, antes ou depois das sopas de cação e de feijão com mogango (uma espécie de abóbora). Também há açorda de bacalhau à moda do Alentejo e presa de porco preto cozinhada a baixa temperatura com ratatouille e batata doce gratinada. Para terminar a refeição com doçura nos lábios, o menu sugere pannacotta de chocolate branco com calda de frutos vermelhos, sericaia e bolo de requeijão com lúcia-lima.

O restaurante, aberto este verão, é apenas uma faceta do turismo de aldeia São Brás do Regedouro, fundado por Vítor Ribeiro com a ajuda dos filhos Ricardo, Carlos e Margarida. “Num passeio em família tivemos a oportunidade de visitar a aldeia, [e querendo] mudar de estilo de vida e sair eda cidade em busca de uma melhor e mais sustentável qualidade de vida, decidimos iniciar este projeto”. “É preciso estabelecer uma ligação genuína entre pessoas e natureza”, argumentam.

(Fotografia: DR)

O projeto turístico, no qual todos os membros da família empenharam as suas formações, veio animar a aldeia com 75 habitantes, recuperando 15 edifícios antigos com ajuda de artesãos locais. Os apartamentos (T0, T1 e T2, todos com cozinha e onde o pequeno-almoço é entregue de manhã) são apoiados por uma receção, piscina, esplanada, forno a lenha, zona de massagens, salas de eventos e duas cabanas-museu, que contam a história e tradições de São Brás do Regedouro.

 

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