Royale Pão Paixão, uma padaria de bairro com ambiente cosmopolita, no Porto

A Royale Pão Paixão fica na Rua Guerra Junqueiro. (Fotografia de Artur Machado/GI)
Na Royale Pão Paixão, na Boavista, o ambiente é sofisticado, mas o pão é feito como antigamente. A ele, junta-se pastelaria portuguesa e internacional, bem como almoços rápidos, saborosos e criativos.

Um pouco por todo o país continuam a surgir padarias onde o pão se faz como antigamente, e a Royale Pão Paixão, de portas abertas na Rua Guerra Junqueiro há cerca de um mês, é uma das mais recentes.

 

A ideia inicial de Joana Sousa, gestora e proprietária do espaço, passava por abrir uma padaria de estilo francês, mas quando José Botelho, atual mestre padeiro na Royale, se juntou ao projeto, decidiram apostar também em clássicos portugueses, como o comprova o pão de água, o pão trigueiro, as bolas de Berlim, as natas e os bolos de arroz. E, como não poderia faltar, o delicioso croissant brioche, um sucesso de vendas. A massa é fofa e amanteigada, mas a estrutura, às camadas, faz lembrar um croissant folhado, que também o há, a par de outras especialidades internacionais, como a fougasse, o rolo de canela, os donuts e os palmiers. Todos os produtos são feitos de raiz – com farinhas nacionais Paulino Horta e Moagem Carlos Valente – e quem quiser assistir ao processo basta sentar-se na luminosa sala do fundo e espreitar pela parede envidraçada da zona de produção.

Royale Pão Paixão (Fotografia de Artur Machado/GI)

Royale Pão Paixão (Fotografia de Artur Machado/GI)

 

Além do pão e da pastelaria, a Royale também se faz de almoços, preparados por André Cabrita, que preza uma cozinha saborosa, criativa e descomplicada. Ali criam-se pratos rápidos, tanto a nível de preparação como de serviço, já que quem os procura costuma ter o tempo contado.

Royale Pão Paixão (Fotografia de Artur Machado/GI)

 

O menu é pensado consoante “os ingredientes disponíveis a cada momento, ou com aquilo que há em excesso no produtor”, explica André, enquanto mistura a salada do dia, de pato com cuscuz, legumes crus, ameixa e amendoim. Na semana da reportagem, os tomates em excesso foram confitados e servidos com uma tosta com labneh e ovo cozido. Ali, trabalha-se sobretudo com produtores e fornecedores locais e dá-se primazia ao que é nacional. A inspiração, essa, vem do mundo todo. Até porque como Joana resume, a Royale “é uma padaria de bairro com ambiente cosmopolita”.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



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