As gambas e o atum são os ingredientes basilares deste Picado do Alto Mar. Os restantes figuram na carta como “segredos”, que variam consoante o pescado e o marisco frescos do dia. Henrique Villas-Boas, proprietário do restaurante O’Rio, desenvolve: “Agora também pomos amêijoa, e depois leva o peixe que houver no dia. Estamos a trabalhar com o lírio, o robalo ou o tamboril. Ou os três”.
A seleção do mar é envolvida numa espécie de ceviche, com sumo de limão e lima, coentros e algumas gotas de uma bebida destilada. Acompanha com tostas e tem na sua frescura e acidez um quê de viciante, podendo ser saboreado na sala interior, elegante e despojada, ou na esplanada, em frente ao Cais das Pedras, com o elétrico a passar bem perto e um belo pôr-do-sol a pintar-se atrás da Ponte da Arrábida. Do outro lado da linha há ainda três cadeiras de escola debruçadas sobre o Douro, para quem se quiser sentar ainda mais próximo do rio.

Henrique Vilas Boas é o dono do restaurante. (Fotografia de Pedro Granadeiro/GI)

(Fotografia de Pedro Granadeiro/GI)

(Fotografia de Pedro Granadeiro/GI)
O restaurante é uma das mais frescas adições à restauração local e veio reforçar a oferta de marisco, com uma carta feita essencialmente do mar. “Quis trazer para aqui comida de verdade, à base do produto, da cozinha tradicional portuguesa, e muito focada no marisco”, descreve o proprietário, que por vezes também assume as rédeas da cozinha para fazer, por exemplo, um arroz de lingueirão. Heranças de família, como os croquetes de bacalhau, que são receita da mãe, assim como o bacalhau à sua moda, que termina no forno com claras em castelo, também figuram no menu, onde sobressaem ainda as travessas de marisco, compostas pelos achados do dia, e o prego de atum em bolo do caco, que assume o protagonismo na lista de snacks.
Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.
