Produtos nacionais e fermentação com tempo na Bicho, Porto

Teresa Justo, responsável pelo Bicho (Fotografia de Pedro Correia)
Três anos após uma primeira casa na Póvoa de Varzim, a Bicho ganhou um espaço no Porto. Nesta cafetaria e padaria há pão de fermentação natural, pastelaria artesanal, café de especialidade e ingredientes de pequenos produtores

O pão chega à cafetaria da Rua do Breiner pela manhã. Vem da unidade de produção da Bicho na Póvoa de Varzim, cidade onde o projeto abriu há três anos. Teresa Justo, à frente do negócio com Pedro Neves e António Pedro, admite que desde há algum tempo queriam ter casa no Porto.

“Já fazíamos pop-ups e temos cá clientes de revenda”, refere. Além disso, sabiam que, sendo a Póvoa um meio mais pequeno, deveriam diversificar a bem da sustentabilidade do projeto. “Não tínhamos pressa, e até pensámos numa coisa pequena, um balcão para vender pão, pastelaria e café.” Mas quem entrar hoje no Bicho portuense percebe que os planos mudaram. A cafetaria espaçosa, de pé direito alto e muita luz natural, ocupa o espaço de uma antiga oficina de restauro. Isto porque não encontraram nada pequeno que lhes agradasse: “A única que gostamos foi esta, que é gigante”.

Partilha-se com a loja original tudo o que é pão e pastelaria. Os produtos disponíveis diariamente são o pão de trigo, de trigo integral e o brioche. E cada dia da semana tem o seu pão especial: quarta, com arroz; quinta, de sultanas e nozes e sem glúten (este último por encomenda); sexta há pão de sementes e pão de centeio; sábados, focaccia; domingos, pão de batata-doce.

A Bicho é também conhecida pela massa folhada, feita de farinhas e manteiga biológicas, com que se confecionam croissants, pain au chocolat e rolos folhados recheados com os cremes que a pasteleira Teresa Moura decida fazer com ingredientes da época. Na carta de cafetaria há sugestões para pequeno-almoço, como papas quentes com quinoa (portuguesa), granola e fruta, panquecas (altas e fofas, “tipo suflé”) com fruta e manteiga de amêndoa, rabanadas de brioche e ovos mexidos. Há duas propostas de tostas: com queijo gouda (também produzido em Portugal) e cebola caramelizada; e outra de ovos, molho de tomate, verdes e queijo terrincho. Isto além dos vários pães que podem ser servidos com manteigas, queijo, azeite, compotas ou ovo estrelado.

Aqui o café é de especialidade, sendo que o expresso é da SO Coffee Roasters, torradora do Porto, e o café de filtro é de uma marca convidada. As propostas de almoço variam conforme a época. Há sopa, duas entradas e três opções de prato. Tudo vegetariano. Neste primeiro mês de outono, pode pedir-se batata-doce assada com estufado de lentilhas, iogurte e coentros; o bubble & squeak, panqueca de batata-doce, cenoura e couve, cogumelos, mostarda e ovo; ou um prato de quinoa com abóbora assada, grão-de-bico, folha de caril, caju tostado, romã e coentros.

Para beber há cerveja Musa e vinhos da Nat’ Cool, linha de vinhos naturais da Niepoort. “Em breve teremos um vinho à pressão, também da Nat’ Cool”, remata Teresa.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



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