Desde que começou a frequentar restaurantes japoneses, no Rio de Janeiro, de onde é natural, que João Fedorowicz é bebedor de saqué. “Na altura, não comia peixe cru, só comia yakisoba ou outra coisa quente e bebia saqué”, lembra o advogado e empresário de restauração que se mudou para Portugal em 2019. Nessa altura, o saqué que mais se servia nos restaurantes cariocas era o Azuma Kirin, que mais tarde veio a perceber que era um saqué comum. “Para mim era o melhor do mundo, não conhecia outro”, diz.
Foi então que Eduardo, dono do japonês Minimok, que já era fã da bebida, lhe deu a experimentar outras referências. Percebeu que na maioria dos restaurantes japoneses não havia variedade e ninguém sabia explicar as caraterísticas da bebida. Quando, já aqui, surgiu a oportundidade de abrir um japonês, quis que o saqué tivesse um lugar central. E é o que acontece na Ikebana Izakaia, projeto que une o conceituado chef Agnaldo Ferreira (Ikeda), João e Fabiana Silvestre, companheira de negócio e de vida.

Katsusand Wagyu (Fotografia de Maria Mattos/DR)
Habituado às andanças restauração – antes de se mudar para Brasília para estudar Direito, tinha tido bares e restaurantes – veio para Lisboa para se doutorar na sua área e acabou por abrir o restaurante Maria Escandalosa. “Mudei-me para o Porto quando conheci a Fabiana, que estava cá a estudar design de interiores”, conta. Mas foi ainda na capital que conheceu Agnaldo, através de um amigo. Quando descobriu na sua zona favorita do Porto para fazer uma refeição um espaço para alugar, teve a ideia de abrir uma izakaia (taberna japonesa) e contactou-o. “O Agnaldo interessou-se e entrou como sócio, tal como a Fabiana [que assina a decoração do restaurante] e o amigo que me tinha apresentado o chef”.

Temaki (Fotografia: Maria Mattos/DR)
A carta de saqués está dividida em várias categorias, dos mais comuns Junmai e Honjouzou, aos super premium Daiguinjo, passando pelo especial Tokubetsu e a premium Guinjo. Estas dividem-se pelo tipo de polimento que é dado ao arroz – os menos polidos são os mais comuns e os mais polidos são os Daiguinjo. Em cada uma há várias sugestões e pode pedir-se uma degustação de três. A bebida está também presente nos cocktais, como o Caipisake, o Osake biiro (cerveja, xarope de gengibre e sumo de laranja) ou o Sunset breeze (Aperol, sumo de laranja e Grenaldine), só para citar alguns. A servir e a ter ideias para cocktails está outro elemento da família, Sofia Godinho, filha de Fabiana, formada como bartender e que aqui começa a dar os primeiros passos.
O saqué tem um lugar central, mas a comida não é um elemento secundário. A carta de Agnaldo está dividida em bar de sushi, pratos quentes e entradas, onde se encontra grande parte dos petiscos, como Yakitori, bolinhas de polvo, o Yakitori Arabiki, linguiça japonesa com maionese picante ou Okonomiyaki, omolete com legumes, frutos do mar, maionese e katsobushi. Os adeptos de peixe fresco não podem deixar de pedir o taco de atum ou salmão ou o ceviche.
Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.
