Peixe e marisco brilham no novo Orla, do chef Hélio Gonçalves, em Lisboa

O chef Hélio Gonçalves tem aqui o seu primeiro projeto a solo. (Fotografia: DR)
Tradição e inovação seguem de mãos dadas do princípio ao fim, com uma narrativa marítima coerente, assinada pelo chef Hélio Gonçalves. Depois de uma temporada de dez anos em Singapura e de uma passagem pelo grupo Sublime, na Comporta e em Lisboa, o jovem de 34 anos regressou a Lisboa para abrir o Orla, dedicado ao peixe e marisco.

Aos 34 anos, Hélio Gonçalves não esconde o orgulho de ver de pé o próprio restaurante, que já vinha a maturar há 16. Depois de uma temporada de dez anos em Singapura – onde esteve no Boca e no Iggy’s, distinguido com uma estrela Michelin -, amadureceu como chef executivo no grupo Sublime, na Comporta e em Lisboa, até juntar-se ao sócio Hugo Albuquerque e abrir este espaço na Rua das Janelas Verdes, com vida de bairro, no final de outubro. “O Orla é resultado de uma vontade própria enquanto cozinheiro e propõe a minha visão sobre o peixe e marisco”.

Querendo dar a conhecer as múltiplas maneiras como estas proteínas podem ser trabalhadas, desde a sua versão natural à mais elaborada, o chef lisboeta criou uma marisqueira onde o produto é a estrela e o respeito que por ele tem não é negociável. “Saber ler o produto quando chega, a percentagem de sal correta para a limpeza dos bivalves e os pontos de cozedura é fundamental”, detalha ele, que diariamente coloca na cama de gelo, à entrada, o que o mar dá, como lingueirão da lagoa de Óbidos, ostras e amêijoas do Algarve, percebes e camarão-tigre.

(Fotografia: DR)

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A refeição abre com pão torrado com manteiga de coentros, flor de sal de Castro Marim e tapenade de azeitona galega e mergulha em entradas como croquetes de carabineiro, gambas listadas do Algarve com molho e ceviche peruano de peixe do dia, por exemplo. Já nos pratos especiais, o chef destaca o capellini de gambas e o prego de lavagante para comer à mão, sem medos. Uma vez que não tem a intenção de negligenciar preferências nem apetites, o Orla dá ainda espaço à carne, com opções como chuletón galego e bife do lombo. Guarnições à parte.

Tradição e inovação seguem de mãos dadas do princípio ao fim, com uma narrativa marítima coerente e que ganha corpo líquido nos cocktails alcoólicos e não alcoólicos do chef de bar Pedro Carlot. São feitos com sumos, xaropes, infusões, ervas e espirituosas portuguesas, incluindo gins, e todos têm nomes de conhecidas praias do Continente e das ilhas. Galapinhos é um deles: leva grenadine caseira, sumo de laranja, aperol e uísque. As cervejas artesanais completam a oferta, que se saboreia numa sala com abóbadas de tijolo-burro, em tons de azul.

(Fotografia: DR)

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