Oh! Vargas, o clássico familiar de Santarém que soma três gerações

Oh! Vargas, em Santarém. (Fotografia: DR)
Seguindo os passos do avô e dos pais, Manuel Vargas trouxe novo fôlego ao Oh! Vargas, restaurante de Santarém que foi renovado e ampliado. Para o verão, há nova carta na casa familiar que acumula décadas de vida e comensais fiéis.

É uma casa cheia de histórias, aquela onde se ergue hoje o Oh! Vargas, o restaurante familiar de Santarém que soma três gerações, renovado e ampliado há três anos e com uma nova carta veranil pronta a saborear. Começou como uma taberna informal, onde o avô Manuel servia lanches e assava leitões para amigos na década de 1960, mas tornou-se restaurante pelas mãos dos pais, em 1973.

Manuel Vargas cresceu neste ambiente e desde criança que se lembra de ajudar onde era preciso. “Acordava de manhã e ia descascar e palitar batatas e abrir ovos, em vez de ir ver televisão”, ri-se o atual proprietário e escalabitano de gema, que gere o espaço com a mulher, Teresa, desde que regressou do Algarve para rumar às origens e dar novo fôlego ao negócio.

O carolino de línguas de bacalhau é um dos destaques da carta, no ramo dos arrozes. (Fotografias: DR)

Os cachorrinhos de linguiça basca em pão brioche caseiro, um petisco obrigatório.

Mar, serra e a própria horta da casa dominam a carta, oscilando entre uma visão mais tradicional e outra mais contemporânea. Gaspacho de melancia com queijo de cabra; cachorrinho de linguiça basca em pão brioche caseiro; ostras no carvão com coentros e malagueta; bacalhau com pimento, ovo e molho pil-pil; e os destaques nos arrozes, com o carolino de azeitona com queijo São Jorge e o carolino de línguas de bacalhau, são algumas das novidades assinadas pelo chef Rui Lima Santos, que já liderou o nipónico Wasabi, em Campo de Ourique, e já passou por casas Michelin como o basco Azurmendi.

Vale a pena provar ainda as carnes – algumas maturadas – e as despedidas adocicadas, com as farófias com toque de flor de laranjeira, o arroz doce e o pudim Abade de Priscos, com aparas de presunto Maldonado. A harmonização é feita a rigor: leia-se, com a maior garrafeira de vinhos do Tejo do país, a mesma que se avista à entrada e a mesma que acaba de ganhar o galardão de Melhor Carta de Vinhos na cerimónia Tejo Gourmet 2022. E por falar em distinções, o chef Rui Lima Santos acaba de vencer a categoria Novo Talento na mais recente edição dos Prémios da AHRESP – Associação da Hotelaria, Restauração e Similares em Portugal.

O chef Rui Lima Santos, recém-vencedor do prémio Novo Talento nos Prémios da AHRESP.

Teresa Esteves e Manuel Vargas, dupla que dá continuidade ao restaurante familiar.

No Oh! Vargas, as propostas podem ser saboreadas nas duas salas interiores ou na esplanada coberta pela sombra de uma glicínia bicentenária. E se uma razão de visita não basta, há uma segunda a caminho, com a abertura de um novo espaço de Manuel Vargas ali perto, em Valada, junto ao rio.

As carnes – maturadas e não só – são outro dos destaques do Oh! Vargas.

A história desta casa tem mais de seis décadas, mas foi renovada e ampliada recentemente.

Sem fugir aos clássicos, o arroz doce tem presença na oferta de sobremesas.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



Ler mais







Send this to friend