Das padarias, onde Carlos Ferreira trabalhava com a família em São Paulo, até abrir o Original Burger, no Porto, passaram-se oito anos. “A padaria no Brasil é outro universo”, diz o luso-brasileiro paulistano, filho de transmontanos. Carlos chegou a ter cinco padarias, uma delas aberta 24 horas. “Além dos lanches tradicionais, tínhamos piza, sushi, servíamos pequeno-almoço… Era uma fábrica de fazer malucos”, diz, rindo.

O Original encontra-se na Rua 15 de Novembro, na Boavista. (Fotografia de Rui Oliveira/Global Imagens)

Carlos Ferreira (em primeiro plano), luso-brasileiro, deixou São Paulo e instalou-se no Porto, onde acabou por abrir a hamburgueria. (Fotografia de Rui Oliveira/Global Imagens)
Quando veio para cá, Carlos fez um estudo de mercado e começou a trabalhar na área das cafetarias, tornando-se gerente de um franchising de pastéis de nata. Mas quis diversificar o trabalho e com o amigo Fabiano Ligeiro, também do Brasil, começou a pensar num negócio. “Tanto eu como o Fabiano adoramos hambúrgueres e pensámos que faltava aquela pegada paulistana nas hamburguerias da cidade”, conta.

O estendal de bacon panado e as bolinhas de queijo são duas opções para começar a refeição. (Fotografia de Rui Oliveira/Global Imagens)

O Vulcano é um hambúrguer servido em pão preto, com carne Black Angus e queijo cheddar derretido no momento. (Fotografia de Rui Oliveira/Global Imagens)
Essa “pegada” é feita com “variedade, juventude e com um bar”, que convida a ficar mais tempo a conviver depois do jantar. Atrás do balcão brilha a geração mais nova da família Ligeiro: Guilherme, responsável pelo serviço, e António, que trata dos cocktails. Na carta, sobressai a variedade. Há a secção de “smash burgers”, hambúrgueres prensados, “mais fininhos, assados de forma uniforme”, explica Guilherme. Nos “normais”, o cliente escolhe o seu ponto de carne favorito. Os best-sellers da casa são dois: o Original, com 180 gramas de Black Angus, cheddar, bacon panado, alface, tomate e maionese verde; e o Vulcano. Este é um hambúrguer em pão preto, com queijo cheddar derretido, que é colocado no momento de servir. “Quando se vê o queijo a derreter é um show à parte”, diz. Há também sugestões premium, como o Burger Wagyu, feito com 200 gramas desta raça bovina japonesa, maionese de trufa, queijo brie, presunto, rúcula e tomate. Nas entradas, o estendal de bacon panado, as coxinhas e bolinhas de queijo destacam-se.
E como a ideia é “juntar várias tribos”, há sugestões vegetarianas. A costelinha vegana é um processado de proteína de trigo preparado com molho barbecue: “Fica uma costeletinha perfeita e suculenta, mas temos muitas vezes de mostrar a embalagem porque as pessoas não acreditam que não é carne”, diz Carlos. Também há um hambúrguer de “frango” que não é frango e pratos para quem não quer hambúrgueres. Entre eles, lombo de boi, com farofa de bacon, batata e queijo coalho grelhado; e filé de frango à parmegiana, com molho de tomate e mozarela, batata e farofa.

Depois dos hambúrgueres, os clientes podem terminar a refeição com um cocktail. (Fotografia de Rui Oliveira/Global Imagens)
Depois do jantar, os clientes ficam entregues aos cocktails elaborados por António Ligeiro. Caipirinha, gin tónico, margarita ou mojito estão entre as sugestões.
