Desde criança que Laura Santos sabia que queria ser cozinheira. A chef paulista fala em “destino traçado”, que a trouxe para Portugal em 2009, onde abriu no final do ano passado o seu projeto autoral. Já sabia cozinhar, conta, quando entrou para o curso de Gastronomia da Universidade Católica de Santos. Formou-se e começou a trabalhar num hotel. “Eu já estava casada com um português que conheci lá e decidimos vir para Portugal”, diz. O português é Carlos Barreira, que toma aqui conta das mesas.
Laura passou por restaurantes como o BB Gourmet, o Yeatman ou o Porto Palácio Hotel. Mas queria ter um projeto próprio, “mostrar aos portugueses que sabia cozinhar”, sem ter à frente “a cara de outros chefs”. Pensou primeiro num restaurante na Baixa, sofisticado. Mas quando veio a pandemia, os objetivos mudaram. Acabou por abrir em Matosinhos “um pouco contrariada”, confessa. Com a ausência de turistas durante aquele período o melhor seria mesmo apostar no público português. Nos primeiros meses o que salvou o projeto foi o takeaway, também uma forma de mostrar aquilo que sabia fazer. Desde o início que o objetivo foi trabalhar uma cozinha “com amor, sabor e saudável”, diz.
- Laura Santos é a proprietária e chef do Vila Bistro, em Matosinhos. (Fotografia de Pedro Granadeiro/GI)
- O restaurante localiza-se na Avenida Xanana Gusmão, em Matosinhos. (Fotografia de Pedro Granadeiro/GI)
Os legumes são o grande destaque em muitos dos pratos e há uma variedade considerável de propostas vegetarianas e veganas. “Utilizo muitos legumes, tudo de produtores locais, e os vegetarianos foram os meus primeiros clientes. Aqui, mostra o seu gosto pelas confecções asiáticas. Os vegetais – que vão variando com a disponibilidade, são salteados: “Não os passo muito para conservar o gosto e os nutrientes”. O yakisoba de legumes, a lasanha, os cannelones com ricotta e espinafres, a quinoa com legumes, a paella e o risoto com três tipos de cogumelos são as principais propostas vegetarianas.
Mas aqui também há carne e peixe. Laura dá preferência às carnes magras. Faz magret de pato ou rolinhos de frango recheados com alheira. Das carne vermelhas, destaque-se o rosbife com molho de mostarda. Apaixonada por bacalhau, a chef não podia deixar de confecionar este peixe – confitado em azeite com broa e migas transmontanas. Ao almoço, há sempre pratos do dia, com preços a rondar os 7,50 euros. “Começamos a ter estes pratos porque aqui ao lado havia um restaurante regional que fechou e os clientes começaram a vir aqui”, conta. Há tripas à moda do Porto, pataniscas com arroz de feijão, carne de porco alentejana, bacalhau à brás, entre outros pratos.

A comida tem inspiração mediterrânica e asiática. (Fotografia de Pedro Granadeiro/GI)
O objetivo de Laura, confessa, é fazer “comida de topo”. Mas mesmo estes pratos do dia ajudam a dar a conhecer a sua forma de confecionar. E as pessoas “não precisam pagar muito para comer bem”, defende. Como o restaurante não é grande – tem lugar para 30 pessoas – convém sempre reservar. A vertente take away continua a funcionar, sendo também aconselhável ligar antes para fazer o pedido, para não haver muito tempo de espera, porque é tudo feito na hora. Disponível estão também menus de grupo, que variam entre os 19,90 e os 45 euros. Também há hipótese de pedir um menu personalizado, conforme aquilo que se quer gastar.
O MENU
Pratos do dia 7,50 a 8,90 euros
Especialidades: Yakisoba de legumes, arroz de pato, tripas à moda do Porto, bacalhau com broa, paella vegetariana, magret de pato, rosbife.
Sobremesas: panacota, bannofe, mousse de lima.
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