Posta de novilho grelhada com salada montanheira, aqui numa fusão entre Trás-os-Montes e o Algarve, e arroz cozido em caldo de marisco com tamboril, mexilhão e pimentos e coentros em representação do Alentejo Litoral são dois dos petiscos que ilustram bem a ideia de viajar pelos territórios de Portugal continental (e ilhas) sem sair da mesa. Neste caso, sem sair da Praça de Vale do Lobo, no resort de golfe em Almancil. O menu reúne perto de 40 petiscos do barlavento e sotavento algarvios ao Minho, no total de 14 regiões, e tem cerca de 350 referências vínicas.
“Colocámos o ADN português no cerne da nossa oferta culinária com estas novas experiências gastronómicas [além do Tinto, a vizinha pastelaria e cafetaria Doce] totalmente geridas por nós, (…) que ecoam de séculos de agricultura, pesca e panificação”, afirma o diretor-geral do resort, Eduardo Johnston da Silva, citado em comunicado. Já o chef David Carvalho e o seu souschef André Andrade ficaram encarregues de fazer o levantamento das várias regiões e receitas para o menu, tendo a felicidade de todos os elementos da cozinha terem raízes em diferentes locais.
- (Fotografia: DR)
Todos deram uma contribuição, ajudando a definir as paragens da volta a Portugal em petiscos. Da Estremadura, por exemplo, pataniscas de polvo com maionese de limão, alho e ervas; já da Madeira, palitos de milho frito com azeitonas e paprika fumada. Do Algarve, camarão salteado em azeite, alho, coentros e pimenta; enquanto moelas cozidas em molho de tomate aromático, cerveja e especiarias hasteiam a bandeira da Beira Litoral. “Mantivemos a parte tradicional dos petiscos, mas sem deixá-los rústicos, servindo-os com um aspeto mais cuidado”, revela o chef.
Segundo o chef, é provável que em meados de outubro o menu venha a ser atualizado para os meses de inverno, dando a vez a pratos estufados, por exemplo. A recomendação da equipa é que os clientes peçam dois petiscos por pessoa, para início de conversa, logo após receberem uma flute de espumante de boas-vindas. Leandro Colaço, um confesso entusiasta dos vinhos, procura o rótulo mais adequado a cada prato, sobretudo agora que o fluxo da época baixa lhe permite dedicar mais atenção aos clientes, estejam no interior ou no terraço em frente ao mar.
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