O mais recente restaurante do Panorama Group assenta na cozinha italiana, responde pelo nome Federica, numa homenagem às mulheres, e é a concretização de um sonho. “Sempre foi nosso objetivo ter um restaurante italiano no portefólio”, conta Vasco Amaro, um dos quatro sócios. Terra Nova, Taberna Rio, Escama e Atrevo são os outros espaços que detêm, todos no Porto, e é no lugar do último que surge agora o Federica (o Atrevo, encerrado temporariamente, deverá reabrir, na porta ao lado, daqui a um par de meses).
O chef executivo Rafael Gomes, que esteve na abertura de outras casas do grupo, já fazia massa fresca de raiz no Terra Nova, e também se quis aproveitar esse conhecimento no Federica. Por isso, um dos destaques da carta vai para a pasta fresca de produção própria, por enquanto disponível num só corte (tagliatelle), mas com diferentes sabores. Quem preferir uma versão mais leve e fresca tem, por exemplo, o tagliatelle verti, com espinafres, pesto de pistacho e ricota, não se perdendo de vista clássicos como o tagliatelle a la carbonara, com guanciale, pecorino e ovo.
- À direita, tagliatelle verti e tagliatelle a la carbonara. (Fotografias de Adelino Meireles/DR)
Tanto as pastas como os risotos estão disponíveis nos tamanhos pequeno e grande, para facilitar a partilha. Já as pizas – com massa de fermentação lenta, entre 24 e 48 horas – são feitas pelo pizzaiolo Victor Masseran. Entre as mais pedidas estão a picante Diavola, com pepperoni, e a de quatro queijos e trufa. Neste e noutros pratos, a trufa pode ser reforçada a pedido do cliente, laminada diante dele a troco de 5,5 euros por grama. E o rebordo das pizas mergulhado em molho pesto, disponível em três versões: pimentos, pistacho ou manjericão roxo.
Para inaugurar a refeição, o pão, da vizinha padaria Ogi, surge acompanhado por outros mimos, como azeite italiano ou arancini (bolinhos fritos que, no caso, contêm risoto, mozarela fumada e bolonhesa). As sobremesas também seguem a linha tradicional, com uma pequena inovação no tiramisu, que leva caramelo e vinho da Madeira.
- O pão de alho, feito com massa de piza, e a focaccia da vizinha Ogi. (Fotografias de Adelino Meireles/DR)
“A ideia era sermos o mais puros possível na confeção e nas receitas”, explica Vasco Amaro, acrescentando que os queijos são feitos, artesanalmente, por um italiano radicado em Portugal. Enquanto o escanção João Marques disponibiliza uma variedade de bebidas italianas, dos vinhos à cerveja, passando pelo gin, ficamos a saber que existe ainda a piza do chef, que vai mudando, assim como o menu do dia, servido ao almoço, nos dias úteis. Para apreciar na sala ou na esplanada.

A trufa, vendida ao grama, pode ser reforçada nos diferentes pratos.
(Fotografia de Adelino Meireles/DR)
