No Comphy, em Aveiro, tudo é sem glúten, mas feito com amor

Comphy (Fotografia de Maria João Gala)
Todos os dias, Luiza Fernandes prepara duas sugestões de almoço (uma vegana e outra com proteína animal), saborosas e em conta. Aos sábados há brunch, sexta há pão de queijo e por encomenda também faz bolos e pão. Tudo sem glúten, mas feito com amor.

Aos 13 anos, uma infeção no intestino fez com que Luíza Fernandes adquirisse várias alergias e intolerâncias alimentares. Por isso, conhecendo bem a dificuldade de comer fora de casa com restrições, quando ficou com o restaurante onde estava a estagiar – depois de frequentar o curso de hotelaria e cozinha – decidiu focar-se em dar resposta a quem, como ela, precisa de ter um cuidado redobrado na alimentação. “Aqui em Aveiro não tem nada que seja 100% seguro para os celíacos, então o Comphy surgiu daí, da necessidade das pessoas terem um lugar seguro para comer”, explica a proprietária. “Nós não confecionamos nada com glúten, por isso não existe o risco de contaminação cruzada”, assegura.

Luíza Fernandes, do Comphy (Fotografia de Maria João Gala)

 

Todos os dias, Luíza prepara dois pratos diferentes, um vegano e outro com proteína animal, sempre isentos de glúten e de lactose, mas para além disso, saborosos, e práticos para um almoço rápido na cidade. Afinal, o objetivo foi criar uma cozinha “saudável”, mas também de conforto – o nome do espaço nasceu precisamente da junção das palavras “comfort” e “healthy” -, e ainda “desmistificar essa ideia de que a comida sem glúten ou vegana é ruim ou é a cara, e sem gosto”, completa.

Bife do cachaço agridoce, servido com arroz, farofa e salada; lasanha de vegetais; tacos de frango ou de grão de bico; tofu com molho de ervas; beringela recheada ou entrecosto assado são algumas das propostas que já entraram na ementa semanal, divulgada nas redes sociais.

Comphy (Fotografia de Maria João Gala)

Comphy (Fotografia de Maria João Gala)

 

Além dos pratos do dia, que podem ser complementados com uma sopa, um sumo natural e uma sobremesa caseira, à sexta-feira há pão de queijo (com opção sem lactose). E ao sábado, Luíza troca o menu de almoço por um brunch à carta, onde cabe uma variedade de tostas, bruschettas, panquecas, waffles e ovos. Para rematar a refeição, sugere-se uma chávena de café. É de filtro, e tem a particularidade de ser aromatizado com canela, para “ajudar a digestão”, diz a anfitriã.

A par do gosto pela cozinha, que herdou do pai e das avós, outra das paixões de Luíza é a pastelaria, e aprimorou já uma série de bolos sem glúten e sem lactose, que se vão revezando nas sobremesas do dia. Também estão disponíveis para encomenda, assim como o pão que ali confeciona.

Comphy (Fotografia de Maria João Gala)

Comphy (Fotografia de Maria João Gala)

 

O favorito dos clientes é o red velvet, que tem ainda a vantagem de não levar corantes artificiais. “É feito com beterraba e hibisco”, informa a pasteleira. O bolo de cenoura com chocolate é outro preferido, assim como o bolo de chocolate vegano, “bem húmido”. Mas para chegar às receitas de sucesso de hoje, também teve muitas tentativas falhadas. “A confeitaria sem glúten não tem uma fórmula mágica, não se consegue substituir diretamente a farinha de trigo por qualquer outra farinha, tem-se sempre que saber dosear as farinhas que existem sem glúten para poder criar a textura desejada”, elucida Luíza. Mas há também um ingrediente secreto, revela: “É que em tudo o que eu faço eu boto o meu coração”.

Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.



Ler mais







Send this to friend