Neste novo restaurante de Guimarães, celebra-se o amor pela boa cozinha

(Fotografia de Miguel Pereira)
Foi de uma história de afetos pessoais e pela restauração que nasceu o 10 de Julho, em Guimarães. O nome é uma referência à data do casamento de José Carvalho e Luísa Martins, que apostaram numa cozinha de base tradicional mas trabalhada de forma contemporânea.

Comecemos pela sobremesa. Para que não fique esquecida no final da refeição. Entre as propostas do restaurante 10 de Julho sobressai um tiramisu caseiro, montado na mesa, que já conquistou o favoritismo dos clientes (e um lugar cativo na carta que em breve irá trazer novidades para a rentrée). O prato chega com uma base de palitos la reine, regados no momento com café, cobertos com o creme à base de mascarpone e polvilhados com cacau em pó. A apresentação foi criada para enaltecer a experiência de quem está à mesa. “Tudo foi pensado para despertar os sentidos das pessoas que nos visitam”, sublinha José Carvalho, ao comando do restaurante juntamente com a mulher Luísa Martins. Refere-se não só ao serviço, mas também à decoração, à música ambiente e claro, à comida.

Há muito que o casal partilhava o gosto pela restauração e o desejo de ter um espaço em nome próprio. Após 15 anos de experiência no setor, em abril abriram finalmente o seu 10 de Julho. A data é uma referência ao dia do seu casamento, simbolizando a união que fez nascer o espaço. Com base nos seus gostos e valores criaram uma oferta assente na cultura gastronómica portuguesa, numa “cozinha autêntica”, focada em enaltecer o produto, trabalhando-o de forma mais contemporânea, e num serviço hospitaleiro.

Na cozinha, a inspiração é tradicional e a abordagem é contemporânea. (Fotografias de Miguel Pereira)

Os cogumelos recheados com legumes e queijo São Jorge.

Da cozinha saem pratos como o bacalhau confitado com cebolada roxa e batata frita crocante, uma versão modernizada do bacalhau à Braga. “Pegamos em pratos tradicionais e damos um twist. Em vez de fritar o bacalhau, cozinhamos em azeite, para ficar mais suculento. E usamos cebola roxa para a cebolada ficar mais suave e adocicada”, explica José. Na carta destacam-se ainda o pernil cozinhado a baixa temperatura e as bolinhas de alheira crocantes, com puré de maçã verde e ovos de codorniz. Em setembro, irão juntar-se novas propostas, “mais de conforto”, como o rissol de amêijoa à Bulhão Pato, o cogumelo recheado com legumes mediterrâneos e queijo da ilha de São Jorge, o cabrito assado e o magret de pato, com arroz de miúdos no forno e molho de laranja com vinho do Porto. A pera bêbada também entra para a lista, ao lado do vistoso tiramisu.

O tiramisu é finalizado e montado à mesa.

O terraço do restaurante tem vista sobre a cidade.

Uma garrafeira eclética, com especial destaque para os Vinhos Verdes, completa a oferta gastronómica, servida numa sala elegante, de linhas sóbrias, em que transparece a raiz tradicional da cozinha. A decoração é feita essencialmente de objetos de artesanato, como os bordados de Guimarães, talhas alentejanas e cantarinhas dos namorados.

Existe ainda um agradável terraço, com vista sobre a cidade, especialmente apetecível para beber um copo e petiscar ao final da tarde. Trata-se, afinal, de um projeto que celebra a boa gastronomia, os momentos de partilha à mesa e o bem viver. Nem de propósito, foi encontrar morada na Rua do Bom Viver. E não podia estar em lugar melhor.

O novo restaurante abriu portas em abril.

Luísa Martins e José Carvalho são os responsáveis.

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