Como sentia na pele essas dificuldades e sonhava ter um negócio próprio, abriu, há menos de um ano, e apesar da pandemia, o Glutenfreak. É um misto de restaurante, cafetaria e mini mercearia, com uma oferta 100% sem glúten, devidamente certificada. No topo das vendas, está a francesinha.
No Glutenfreak, a mais famosa sanduíche portuense é confecionada com pão e cerveja sem glúten. De resto, leva os ingredientes habituais: fiambre, linguiça, salsicha fresca, bife, queijo, molho picante e batata frita a acompanhar (o ovo estrelado é opcional). “O objetivo foi que soubesse a francesinha”, resume Liliana, que foi ouvindo opiniões e afinando a receita até chegar à versão final do molho e ao ponto certo de tostar o pão. Muito recentemente, começou a servir também francesinha vegetariana, com salsicha vegan, curgete, pimento, ananás e um molho diferente, sem carne, clarifica a responsável pelo espaço, que continua a trabalhar em ciências de computadores, terminada a licença sabática pedida para arrancar com o projeto.

(Fotografia de Igor Martins/Global Imagens )
Quem quiser abastecer a despensa com produtos isentos de glúten, encontra ali uma variedade de snacks e congelados, entre eles, pães e bolos sem glúten e sem leite, da padaria/pastelaria Bonna, de Braga. Antes de sair, vale a pena apreciar a decoração, que integra quadros em ponto cruz bordados pela mãe de Liliana, peças em macramé com o selo By Angie e trabalhos dos artistas Filho Bastardo e Costah. Este último, tatuador e ilustrador, criou uma figura a partir de uma forma que já existia na parede e também deixou a sua marca na janela que dá para a rua.
Molho para levar
O molho de francesinha do Glutenfreak pode ser levado para casa em garrafas de meio litro. Cada unidade custa 5 euros.
