Mizzica: Provar a Sicília em cada dentada sem sair do Porto

No Mizzica tudo sabor a Sicília. (Fotografia: Pedro Granadeiro/GI )
Cannoli, arancini e cassata são algumas das especialidades típicas da ilha italiana de Sicília, que se podem provar no novo Mizzica. À mesa, ou continuando caminho pela rua das Flores

O cannolo é um doce em forma de cilindro, feito com uma massa crocante e recheado com ricotta. ( Fotografia: Pedro Granadeiro/GI)

«Ao domingo, em todas as mesas da Sicília tem de haver cannoli», garante Luca Dimino, siciliano, e um dos fundadores do Mizzica – a equipa é composta por quatro italianos, alguns dos quais responsáveis também pelo restaurante La Fontana, na rua de Cedofeita.

A nova morada das Flores é uma espécie de embaixada da comida de rua daquela ilha italiana. Como o tal cannolo, sobremesa indispensável nos longos almoços de família que Luca relembra com saudade. Vive em Portugal há 6 anos e encontrou no Mizzica a oportunidade de «mostrar a particularidade da comida siciliana, e quebrar a ideia de que a gastronomia italiana é igual em todo o país».

O doce, em forma de cilindro, é feito com uma massa crocante, recheado com ricotta e tradicionalmente coberto com pistácio de Bronte, uma comuna da Sicília afamada pela produção do fruto, mas ali também pode levar fruta cristalizada ou chocolate. Partilha a montra com outros doces e petiscos da Sicília, como a cassata, envolvida em pasta de amêndoa, ou o arancino, uma bola de arroz panada e frita, que tem vários recheios: ragu, parmesão, fiambre e mozzarella ou até pistácio e presunto.

No Mizzica mostra-se a riqueza da gastronomia e cultura siciliana. ( Fotografia: Pedro Granadeiro/GI )

Calzone, tábuas de petiscos, panini e saladas completam o menu, mas a riqueza da gastronomia siciliana, os sabores da ilha e as tradições também estão representadas na forma dos queijos de ovelha, licores – como o limoncello e o passito – e vinhos que ali se servem.

O folclore da ilha também está representado, na forma de máscaras e fantoches típicos. ( Fotografia: Pedro Granadeiro/GI )

A decoração deixa adivinhar a paixão de Luca pelo folclore da terra-natal. Tambores, máscaras, fantoches da Opera dei Pupi – um teatro tradicional da ilha – e cerâmicas coloridas com histórias mitológicas dão vida ao pequeno espaço, que deve também o nome a uma expressão siciliana. «Mizzica é uma das palavras mais usadas na Sicília. Pode significar muita coisa, depende do contexto, mas é muito típica da ilha», conta Luca. Uma escolha acertada, com certeza.

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