Lisboa tem um balcão para comer tártaros (e não só) a ver passar o elétrico

Este tártaro de atum é um dos pratos disponíveis na carta. (Fotografia: DR)
Foram as viagens de Maria e António que inspiraram a “miscelânea” de cozinhas que define o MISC by Tartar-ia. Os tártaros são o produto estrela, mas também há pratos de arroz, vegetarianos e comida de conforto para o dia a dia.

A origem do bife tártaro (steak tartar, em inglês) remonta ao tempo em que os povos bárbaros invadiram a Europa Oriental. Ao que se sabe, os tártaro-mongóis alimentavam-se sem descer dos cavalos colocando tiras de carne crua em cima das celas de forma a que ficassem mais macias com o calor e o suor do animal. O primeiro bife tártaro terá sido servido em França no início do século XX, já com gema de ovo (os bárbaros comiam a carne com ovo cru) e foi nesse país que se popularizou.

O tártaro de salmão. (Fotografia: DR)

“O MISC by Tartar-ia é o reflexo das viagens que fomos fazendo do Médio Oriente a Itália, dos países nórdicos aos do sul”, conta Maria Calheiros Machado para explicar a origem do nome a partir da palavra miscelânea. Os tártaros são o produto estrela e surgem em cinco versões diferentes – de atum, salmão, robalo e carne de vaca -, mas dividem o protagonismo com outras propostas internacionais como carpaccio, ceviche de robalo, cheeseburger de carne maturada, croquetes de carne e de berinjela e pratos diários.

Além do bife tártaro clássico acompanhado de batatas fritas, salada de rúcula e pickle de cebola roxa, há uma versão asiática, em que a carne picada à mão é marinada num conjunto de ingredientes e acompanha com cogumelos shitake, pickles de daikon, ervilhas wasabi, ovas de arenque e um caldo japonês feito a partir de peixe seco e algas. Maria e António Lemos trouxeram a ideia do restaurante que tinham no Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré, desde há seis anos, para este espaço muito próximo que os apaixonou desde o primeiro momento pelo balcão e pela janela-mesa virada para a rua.

Maria e António são os autores da marca. (Fotografia: DR)

Como a cozinha nunca encerra, pode-se almoçar, petiscar ou jantar a qualquer hora. A carta deixa também o convite a experimentar o arroz de perdiz ou o de lingueirão, ou mesmo um dos pratos diários como caril de frango, salada de polvo ou spring rolls de pato, na companhia de uma cerveja artesanal Musa. A refeição termina com uma única sobremesa – tarte de queijo com crumble de amêndoa e queijo feta -, e café de especialidade extraído a filtro.

 

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