Miguel Oliveira lança Pudim do Marquês de Chocolate a tempo da Páscoa

Miguel Oliveira é o "cozinhador" por trás das reinvenções do original Pudim Abade de Priscos. (Fotografia de Leonardo Negrão/GI)
O Pudim do Marquês de Chocolate é a mais recente criação do portuense Miguel Oliveira e chega mesmo a tempo da mesa da Páscoa. A produção tem lugar no novo atelier que o “cozinhador” instalou na Rua Braamcamp, perto daPraça Marquês de Pombal, em Lisboa.

Do Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, para uma rua perto da Praça Marquês de Pombal, em Lisboa, foi uma curta distância a que o Pudim do Marquês percorreu até ganhar uma versão com chocolate. “Desenvolvi-os quase em simultâneo”, conta Miguel Oliveira, a mente por trás destas reinterpretações do clássico pudim Abade de Priscos criado por Manuel Rebelo, abade na freguesia de Santiago de Priscos, em Braga, no século XIX. A novidade chega mesmo a tempo da mesa de Páscoa.

“O Pudim do Marquês de Chocolate é feito com todos os ingredientes do anterior, ao quais acrescento cacau puro”, esclarece o autointitulado “cozinhador”, que recusa a qualificação de pasteleiro. E o que leva o Pudim do Marquês? Inspirado no palácio de Oeiras (que tinha um lagar e mantém frondosos laranjais), é composto por azeite virgem extra, laranja, canela de Ceilão, vinho Superior Carcavelos 15 anos, gema de ovo e escamas de sal marinho fumado, com baixa densidade de cloreto de sódio.

(Fotografia de Leonardo Negrão/GI)

(Fotografia de Leonardo Negrão/GI)

Miguel Oliveira desmistifica a ideia de o pudim saber demasiado a chocolate. “O cacau belga da Callebaut está marcado, mas depois há toda uma complexidade de sabor e um contraste grande com o caramelo salgado na parte de baixo do pudim”. No novo atelier, os clientes podem harmonizar o Pudim do Marquês de Chocolate, ou o regular, com um cálice do Vinho Superior Carcavelos 15 Anos; e o Pudim Rei, versão original de Miguel Oliveira, com um Porto Dona Antónia Old Tawny 10 anos.

A criação do Pudim Rei remonta a 2014, quando o profissional vivia em Braga e submeteu ao concurso “A Mesa dos Portugueses” a sua própria versão do pudim Abade de Priscos, que recusava poder saber apenas a ovo e açúcar e ser enjoativo. Eleito o vencedor, desenvolveu este negócio monoproduto, que além da venda ao público abastece hoje mais de 25 restaurantes de gama alta. A montante está um processo de aturada pesquisa e experimentação, que anota num diário de cozinha.

(Fotografia de Leonardo Negrão/GI)

O ponto de açúcar das caldas, a mineralidade da água e o tempo de cozedura: tudo concorre para criar o pudim que Miguel Oliveira descreve como tendo “uma textura aveludada” e “um brilho luminoso”, sendo baixo em calorias e não demasiado doce. A partir dele desenvolveu também a bola, a rabanada e o mil-folhas recheados com creme de qualquer um dos pudins. As novidades estão disponíveis em formas de 1kg e em frascos de 115g, na loja ou sob encomenda, com entregas ao domicílio.

 

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