Mercantina Bistro: comer na antiga casa dos surrealistas

Foi no café A Cubana que Alexandre O’Neill descobriu o surrealismo. Sete décadas depois, a Mercantina presta homenagem à história com um bistrô na mesma morada e novidades na carta.

Foi há pouco mais de 70 anos que o poeta Alexandre O’Neill e Mário Cesariny se conheceram enquanto jogavam bilhar no café A Cubana, que ocupava o número 37 de um charmoso edifício na Avenida da República, zona nobre de Lisboa. O espaço tornou-se, a par de outros, um importante ponto de encontro entre artistas plásticos e poetas surrealistas e, hoje, tem cara lavada: a Mercantina abriu ali Bistro 37, no final de 2018.

«É um espaço onde os artistas se reveem 70 anos depois. São já dezenas as figuras públicas, portuguesas e estrangeiras, que vêm aqui almoçar e jantar», nota, satisfeito, António Sousa Duarte, um dos sócios do grupo de restaurantes italianos que aqui tem aquela que, porventura, será a mais portuguesa das Mercantinas.

«É uma carta já não só italiana, mas mediterrânica», continua o responsável. O que significa que além das pizas e massas que o público já conhece tem também marisco (como ostras e amêijoas da Ria Formosa e gambas grelhadas) e pratos da terra e do mar. Citem-se, a exemplo, o delicioso rabo de boi estufado com risoto de pera e lima e o lombo de bacalhau fresco confitado com mil folhas de legumes e tapenade de azeitonas (importado do Populi, que pertence ao mesmo grupo da Mercantina).

As novidades foram criadas pelo chef consultor Giorgio Damasio, que conta com Natanael Silva como chef executivo, e estendem-se também a uma vasta coleção de pratos para partilhar. Quem for à Mercantina Bistro 37 em busca de pizas pode ficar descansado ao ver o forno Stefano Ferrara, «o Ferrari dos fornos», de quatro toneladas, à entrada.

O projeto de arquitetura procurou devolver charme e bom gosto ao espaço, cujos 100 lugares estão divididos em várias áreas, pontuadas por sofás altos e lugares mais recatados. Certamente bons lugares para provar estas novidades, debater arte ou, simplesmente, o que a vida inspirar, na companhia de um copo de vinho.

 

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