Um espaço gémeo do Meia-Nau, aberto há dois anos em Matosinhos, acaba de nascer na Travessa de Cedofeita, com a mesma ambiência náutica e uma esplanada nas traseiras. “Já queríamos ter trazer o peixe grelhado para o Porto, mas acabamos por encontrar aquele lugar em Matosinhos primeiro”, refere Ivo Ferreira, um dos quatro sócios do projeto, admitindo que para este espaço foram fiéis a “uma receita que deu sucesso”.
Nestes últimos anos, o Meia-Nau estabeleceu-se com um dos melhores restaurantes de peixe em Matosinhos, e é essa qualidade que Ivo – ao lado de Pedro e Nuno Garcez, e o chef Pedro Silva – deseja oferecer aos portuenses, pelo que a carta é a mesma.

Petinga frita. (Fotografia de Igor Martins/Global Imagens)
Estão lá os crocantes por fora, mas cremosos por dentro, croquetes de camarão com molho de ostras; as lulas salteadas, cobertas com um molho ligeiramente picante de azeite, alho e salsa; as petingas fritas servidas com limão; e a rica sopa de peixe, que faz as vezes de prato principal.
Dependendo do peixe que chega fresco da lota de Matosinhos, tanto salta para a grelha robalo, rodovalho, douradas ou sardinhas, a seu tempo. A estrela da casa é, contudo, o peixe-galo frito com açorda de ovas. Uma das poucas diferenças prende-se com a garrafeira, que cresceu nesta segunda morada, dado o espaço maior. A vontade é “procurar quintas de produtores mais pequenos” e tentar ter todo o país representado. Os cocktails continuam a ocupar lugar na carta, herança dos tempos em que dois dos sócios trabalharam num bar.

O ambiente náutico, dado pela corda marítima à volta dos pilares, pelo barco suspenso no teto e pelas mesas redondas feitas com madeiras que deram à costa, foi pensada pela decoradora de interiores Patrícia Suarez, que se baseou no conceito de “peixaria fina”.
Algo está a fazer com que o sistema não consiga mostrar a ficha ténica desejada. Pedimos desculpa pelo incómodo.
